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Cultura

Tognolli rebate Caetano

Colunista do Brasil 247 retruca artigo do msico baiano e o acusa de perseguir jornalistas

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247 – Claudio Julio Tognolli - Caetano Veloso, em artigo feroz no Globo neste domingo 27, põe-se acima do bem e do mal: para variar. Sustem ataques contra toda a mídia. Tudo porque, a partir deste Brasil 247, tornou-se pública, a partir de nossa reportagem, a base de dados dos que mamam nas tetas da vaca profana do erário. A base de dados torna Maria Bethânia café pequeno face outros artistas consagrados que pedem verbas polpudas para o erário. Mas Caetano deu uma dica: quem convidou Bethânia para apresentar o projeto foi Hermano, irmão de Herbert Vianna. Eu não sabia que Hermano era lobista. Thanx pela dica, Leãozinho.

A revista Veja deste domingo resgata a reportagem do Brasil 247. E o repórter Sérgio Martins ilumina ainda mais o caso: mostra que, nos EUA, artistas ficam famosos e ricos, com grana do público pagante. Para depois reverterem o dinheiro privado à caridade. No Brasil é o contrário: mama-se do público, por interesses privados inconfessáveis.

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Em abril de 1999, o finado gênio Sérgio de Souza botou a mim na capa da revista Caros Amigos. Ali denunciei o que chamava de "máfia do dendê": como artistas baianos, sobretudo Gilberto Gil e Caetano, comandavam demissões nas redações do Brasil. Jornalistas que não apoiavam artistas ungidos por Caetano e Gil eram demitidos ou procrastinados em grandes jornais. Lembro de Caetano, por exemplo, ter apelidado grandes articulistas e repórteres da Folha de S. Paulo, como Luis Antonio Giron e Pedro Alexandre Sanches, de "os branquinhos da Folha". André Forastieri, por exemplo, foi demitido a pedido de Caetano, depois de ter criticado, acidamente, a apresentação que Regina Casé fez de um MTV Awards brazuca.

Na Caros Amigos de 1999, eu mesmo entreguei uma foto, de uma reportagem encomendada pela Máfia do Dendê: era um pedido de Gilberto Gil, para que elogiassem o finado Dorival Caymmi em seus então 80 anos de vida. Abandonei meu emprego, por causa desse pedido, entre outras cousas. Mas tive de cumpri-lo: era o leite dos meus gatinhos em jogo. Eu tinha um cargo de confiança.

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Em 2006, o leitor há que lembrar, Paulinho da Viola reclamou da máfia do dendê quando notou, em certo festival, que seu cachê era milionariamente inferior ao de Caetano.

Caetano Veloso, em seu artigo do Globo deste domingo, me chama de "um tal Tognolli". Mostra que guardou o termo "máfia do dendê", dentro de si, como um sapo de macumba. Caetano tece acusações ad hominem contra meia dúzia de jornalistas. No meu caso, relata que a biografia que escrevi como co-autor de Lobão, 50 anos a mil, não foi redigida por Lobo. Mentira, óbvio: aí apenas cuidei das investigações dos bancos de dados, entrevistas e busca (muito difícil) da papelada judicial que o pós-ditadura teceu contra Lobão. Vou para meu oitavo livro. O primeiro, o Século do Crime, de 1996, pela editora Boitempo, já saiu levando um prêmio Jabuti --o que me faz defecar e caminhar pela defesa que Caetano faz do Jabuti do Chico Buarque.

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A rede de influência e lobby criada nas redações por Caetano e Gil é viva. Mas agoniza. Eis porque Caetano rodou a baiana: porque as baianas estão rodando. Temos ainda, numa grande redação, um editor que lê, avanta la lettre, para Chico Buarque, tudo o que vai sair contra ele no jornal do dia seguinte. Mas é um caso isolado: e igualmente nos seus estertores.

O problema é que a "Máfia do dendê" se sofisticou: passou de operar politicamente, nas redações, para operar economicamente, desde que Gil tornou-se ministro da Cultura, sob Lula.

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Se você for na base dos projetos ungidos, legal mas imoralmente, pelo Ministério da Cultura, que se encontra aqui:

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2011/02/CNIC-184.pdf

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Verá o número do projeto. De posse dele, insira-o aqui:

http://sistemas.cultura.gov.br/salicnet/Salicnet/Salicnet.php

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E veja quem, detalhadamente, está tendo sua grana da viúva aprovada.

Fica a dica: tente, leitor, ver quais os advogados conseguiram obter a aprovação de projetos mais caros. Caso, leitor, você estabeleça alguma conexão entre Gilberto Gil, Flora Gil e Hermano Viana e esses advogados, te dou um doce. A questão está em aberto para as autoridades e deputados.

Antes de Lula, a parte mais sensível da Máfia do Dendê era o ego. Hoje é o bolso

P.S. - Meu nome pode ser Jack Abramoff e eu me exercito todos os dias...

Leia na íntegra o artigo publicado por Caetano Veloso em O Globo deste domingo, 27.

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