Vargas Llosa tira sua casquinha no escândalo Odebrecht

"Algum dia teremos de erigir um monumento em homenagem à empresa brasileira Odebrecht, porque nenhum governo, empresa ou partido político fez tanto quanto ela desvelando a corrupção que corrói os países da América Latina, nem trabalhou com tanto ânimo para fomentá-la", escreveu o escritor peruano Mario Vargas Llosa, em artigo publicado neste domingo; detalhe: ele apoiou o ex-presidente Alejandro Toledo, que recebeu R$ 20 milhões da empreiteira

Mario Vargas Llosa, Peruvian writer and recipient of the 2010 Nobel Prize in Literature, attends a forum in support of Venezuela's opposition in Caracas April 24, 2014. REUTERS/Jorge Silva (VENEZUELA - Tags: POLITICS SOCIETY)
Mario Vargas Llosa, Peruvian writer and recipient of the 2010 Nobel Prize in Literature, attends a forum in support of Venezuela's opposition in Caracas April 24, 2014. REUTERS/Jorge Silva (VENEZUELA - Tags: POLITICS SOCIETY) (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Em seu artigo deste domingo, o escritor peruano Mario Vargas Llosa tira uma casquinha do escândalo Odebrecht.

"Algum dia teremos de erigir um monumento em homenagem à empresa brasileira Odebrecht, porque nenhum governo, empresa ou partido político fez tanto quanto ela desvelando a corrupção que corrói os países da América Latina, nem trabalhou com tanto ânimo para fomentá-la", diz ele.

"Até o momento, há três mandatários latino-americanos implicados nos negócios sujos da Odebrecht fora do Brasil: os do Peru, da Colômbia e do Panamá. E a lista só começou. Quem está na situação mais difícil é o ex-presidente peruano Alejandro Toledo, a quem a Odebrecht teria pago US$ 20 milhões para conseguir os contratos de dois trechos da Rodovia Interoceânica que une, através da selva amazônica, Peru e Brasil", lembra Vargas Llosa, que admite ter apoiado Toledo. 

"É uma tragédia que, no momento em que a maioria dos latino-americanos começa a se convencer de que a democracia liberal é o único sistema de governo que garante um desenvolvimento civilizado, na convivência e na legalidade, o roubo frenético cometido por governantes corruptos conspire contra essa tendência positiva. Aproveitemos as delações premiadas da Odebrecht para puni-los e demonstrar que a democracia é o único sistema capaz de regenerar-se a si mesmo", afirma.

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