Vencedor do Oscar 2020 é retrato do neoliberalismo

O filme Parasita, de Bong Joon Ho, mostra a brutal divisão de classes de um dos países mais ricos do mundo, a Coreia do Sul. É também um retrato de uma realidade mundial da classe trabalhadora jovem no capitalismo e a enorme disparidade de oportunidades entre ricos e pobres

Cena do filme "Parasita"
Cena do filme "Parasita" (Foto: Divulgação)

247 - "O filme Parasita, de Bong Joon Ho, indicado ao Oscar às categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, foi um enorme sucesso entre os críticos e o público. Depois de sua estréia vencedora do Palme Ouro em Cannes, vendeu mais de dez milhões de ingressos somente na Coréia do Sul, tornando-se o quarto filme de maior bilheteria do país em 2019", escreve Max Balhorn na revista Jacobin Brasil.

"Com uma receita de mais de 120 milhões de dólares em todo o mundo, Parasita é o sétimo filme do diretor Bong Joon Ho e o mais bem-sucedido até hoje. Vindo de um diretor cujos filmes geralmente apresentam personagens marginalizados que lutam contra a opressão (veja Barking Dogs Never Bite, Gwoemul — O Hospedeiro e, mais recentemente, Expresso do Amanhã), Parasita foi aclamado como uma crítica clara e lúcida à desigualdade de riqueza na sociedade sul-coreana".

"O filme (spoilers abaixo!) é considerado uma alegoria da desigualdade de classe desenfreada e da frustração popular pela falta de mobilidade social em um dos países mais ricos da Ásia. Em um artigo para a Jacobin, Eileen Jones elogiou Parasita por ir além de simples propostas alegóricas, afirmando que o filme “cristaliza as experiências de uma família de classe marginalizada tentando se agarrar, desesperadamente, a uma chance para melhorar a vida, retratadas de uma forma que te machuca”.

Leia a íntegra do artigo, em tradução de Giuliana Almada

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