Woody Allen supera o seu próprio recorde

O filme Meia Noite em Paris, em que o diretor prope uma viagem no tempo e um encontro com artistas como Man Ray e Ernest Hemingway, j o mais visto do cineasta desde Hanna e suas Irms, em 1986

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Natália Rangel_247 – Raro observar uma reação positiva e festiva tão unânime como a desencadeada pelo novo filme do diretor americano Woody Allen, Meia Noite em Paris. Uma rápida corrida pelas críticas especializadas e o que mais se lê é que se trata do melhor trabalho do cineasta em anos. A julgar pela bilheteria obtida nestas semanas, desde a estreia, o público elegeu Meia Noite em Paris como o melhor filme do diretor em, talvez, 25 anos. Os US$ 42 milhões faturados até agora nos EUA só se equiparam à bilheteria de Hanna e suas irmãs (1986, US$ 40 milhões). A média alcançada por seus trabalhos mais recentes, Match Point e Vicky Christina Barcelona, ficou em torno de US$ 23 milhões.

O filme de Allen provoca certo encantamento ao criar a expectativa de um verão mágico e romântico em Paris. Por força dos acontecimentos, o plano parece perto de se frustrar quando, em um escape no tempo, o protagonista Gil (Owen Wilson) leva o espectador por uma engraçada, agradável e edificante viagem ao passado, mais exatamente, ao início do século XX. Lá ele se vê na companhia de artistas célebres como os escritores Ernest Hemingway, Scott e Zelda Fitzgerald, o cineasta Luis Buñuel, o fotógrafo Man Ray, a grande mecenas da arte de vanguarda, Gertrude Stein, o pintor Pablo Picasso e sua musa inspiradora Adriana, interpretada por Marion Cotillard. Estas passagens são repletas de referências ao universo das artes e da literatura em um ambiente de boemia e vanguarda, sem nunca parecer esnobe ou pernóstico. Allen oferece aos seus espectadores uma fuga do cotidiano, uma experiência de liberdade e desprendimento bem costurada em um happy end romântico. Como recusar a um convite tão sedutor?

 

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