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China defende ampliar acesso à inteligência artificial em países do Sul Global

Embaixador Sun Lei também pede maior abertura na inovação do setor

Ilustração com chips semicondutores e bandeira chinesa - 5/7/2023 (Foto: REUTERS/Florence Lo)

247 - A comunidade internacional deve trabalhar em conjunto e promover a IA para o bem comum, afirmou Sun Lei, vice-representante permanente da China nas Nações Unidas, na terça-feira (5), informou o Diário do Povo

Os riscos e desafios trazidos pela IA, bem como o aumento das divisões digital e de inteligência, também têm atraído ampla atenção. “Devemos sempre ter em mente que a IA deve servir à humanidade e permanecer sob controle humano. Deve se desenvolver em uma direção que seja para o bem e para todos, tornando-se um bem público internacional que beneficie toda a humanidade", disse, em discurso no evento paralelo AI for Good Lab 2026 do Fórum STI.

Diante do caráter capacitador da IA, o mundo deve aprofundar a cooperação internacional e promover a abertura na inovação no setor, disse o embaixador, defendendo maior comunicação, coordenação e intercâmbio de talentos para gerar resultados inovadores e acelerar a adoção de aplicações de IA.

“A China está pronta para trabalhar com todas as partes para compartilhar os benefícios do digital e da IA, contribuir para a cooperação internacional no fortalecimento de capacidades em IA e apoiar o desenvolvimento e a implementação de aplicações de IA dentro do sistema das Nações Unidas”, afirmou.

O embaixador também destacou a necessidade de equilibrar desenvolvimento e segurança, fortalecer regras de governança e padrões técnicos, e dar destaque às necessidades e aspirações do Sul Global, observando que a China apoia as Nações Unidas no papel central na governança global da IA.

Ao abordar o aumento da desigualdade no acesso à IA, Sun afirmou que a comunidade internacional deve promover um acesso equitativo e inclusivo.

“A IA não deve se tornar um jogo apenas para países ricos e para os mais abastados”, disse.