A pergunta é: quem estava comprado em Petrobras?

Nesta manhã, uma reportagem do jornal O Globo antecipou um reajuste dos combustíveis, pedido por Graça Foster, que poderia chegar a até 20%; estava claro que as ações da Petrobras disparariam; no meio do dia, Edison Lobão deu gás à especulação; agora, Guido Mantega nega tudo

A pergunta é: quem estava comprado em Petrobras?
A pergunta é: quem estava comprado em Petrobras? (Foto: Edição/247)
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247 - O dia de hoje começou com uma boa notícia para os investidores e péssima para todos os brasileiros que abastecem seus tanques. O governo estaria prestes a aprovar um aumento de até 20% na gasolina e no diesel, para fazer frente ao prejuízo de R$ 1,3 bilhão anunciado pela estatal no último trimestre. O aumento vem sendo pedido há vários meses pela presidente Graça Foster e, agora, seria liberado.

Era óbvio e ululante, como diria Nelson Rodrigues, que as as ações da Petrobras abririam em forte alta no pregão de hoje. E, no início da tarde, com ordens de compra correndo soltas na BM&FBovespa, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deu gás à especulação, ao dizer que "existe a possibilidade". Resultado: as ações da estatal, que vinham apanhando, subiram 4,59% no dia -- a maior alta desde que Graça Foster chegou à presidência.

O problema (ou a boa notícia para os motoristas) é que o ministro Guido Mantega negou tudo agora à noite, ao dizer que não há perspectiva de novo aumento dos combustíveis. O que pode fazer com que, nesta quinta, todo o ganho de hoje dos investidores que apostaram na alta seja devolvido.

Só que isso não é uma questão que envolve apenas compradores e vendedores. Cabe à Comissão de Valores Mobiliários investigar quem estava comprado em Petrobras antes da manchete de hoje do jornal O Globo, que plantou a semente de uma especulação alimentada pelo governo.

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