Abílio ainda pode controlar o Carrefour?

Depois de ter sua proposta rechaada para comprar o concorrente, dono do Po de Acar pode ser beneficiado por associao de acionistas, que tenta reabrir o caso nos tribunais

Abílio ainda pode controlar o Carrefour?
Abílio ainda pode controlar o Carrefour? (Foto: DIVULGAÇÃO)

247 – O empresário Abílio Diniz, um dos homens mais ricos do Brasil, corre contra o tempo para não sofrer uma aposentadoria forçada. Dentro de quatro meses, ele terá que entregar o controle do grupo Pão de Açúcar, o maior do varejo no Brasil, aos franceses do Casino, para quem vendeu sua empresa alguns anos atrás. No ano passado, Abílio quis realizar sua grande tacada, ao tentar promover uma fusão com o Carrefour, com dinheiro do BNDES, que impediria a venda do Pão de Açúcar para o Casino. Nesse desenho, Abílio continuaria dando as cartas no varejo brasileiro.

A operação, no entanto, foi barrada porque Abílio Diniz não foi capaz de convencer a opinião pública de que merecia receber alguns bilhões do BNDES para desfazer o que já havia feito, ou seja, a venda do Pão de Açúcar para o Casino. Além disso, ele encontrou um adversário a altura: o francês Jean Naouri, que preside o Casino e contratou advogados de peso para impedir a quebra de contrato.

Agora, há uma nova surpresa no caso. Acionistas minoritários do Pão de Açúcar, reunidos na Associação de Proteção Coletiva dos Acionistas Minoritários Investidores do Pão de Açúcar (Apampa), entraram na Justiça no Brasil e em Nova York para tentar reabrir a operação de fusão com o Pão de Açúcar. Um dos membros dessa associação é Hamilton Prado Júnior, ex-cunhado de Abílio Diniz. A Apampa alega que a fusão não poderia ser rejeitada pelo Casino, uma vez que, segundo alega, criaria valor para os acionistas.

Por meio de nota, o grupo Pão de Açúcar informa que Abílio Diniz e seus filhos, assim como o grupo Casino, são réus na ação. Ainda segundo a nota, o empresário nunca cogitou não entregar o controle do grupo, o que será feito em junho, conforme prevê o contrato de venda para o Casino. "Em nenhum momento, o empresário feriu o acordo de acionistas, a legislação brasileira, e, mais importante, a ética empresarial", completa a nota.

Mas o fato é que, se a ação da Apampa for vitoriosa, ele será um dos grandes beneficiados.

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