Abilio Diniz no divã

Empresrio analisa pela primeira vez a repercusso da sua tentativa em unir Po de Acar e Carrefour; Diniz defende a operao, critica os que uniram seu nome ao do BNDES e ataca scio francs Casino: Nunca rasguei contrato

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247_Abilio Diniz está no divã. Depois de provocar um alvoroço há pouco mais de 20 dias para unir Pão de Açúcar e Carrefour, sem o conhecimento do seu sócio francês Casino, o empresário resolveu se manifestar e analisar, ponto por ponto, a repercussão do fracassado negócio. “Neste momento estou fazendo uma avaliação de tudo, inclusive dos meus erros”, escreve ele no seu blog. “Os erros cometidos por outras pessoas não me dão o direito de cometer os meus”, avalia Diniz, que pediu um minucioso levantamento sobre os temas mais comentados nas redes sociais sobre a operação.

Dois pontos foram muito criticados por Diniz. O primeiro foi a repercussão do envolvimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderia desembolsar até R$ 4,5 bilhões para garantir o sucesso da fusão Pão de Açúcar-Carrefour. “Fui colocado como alguém buscando favorecimento governamental à custa do povo. Apesar da aparência, a realidade foi bem outra”, diz Diniz, que argumenta que não havia subsídio ou empréstimo, mas a compra de ações a preço de mercado, com perspectiva de ganhos para o BNDES. Como o banco público começou a resistir a participar do negócio, Diniz informa que os recursos já tinham sido cobertos por fundos privados. “Mas nunca conseguimos comunicar isso de forma clara e correta.”

O segundo ponto destacado por Abilio Diniz foram os ácidos comentários de Jean Charles Naouri, sócio majoritário do Casino. Embora não faça nenhum ataque direto a Naouri, Diniz responde aos principais pontos levantados pelo executivo francês. “Nunca rasguei contrato ou descumpri acordos. Aprendi com meu pai que a palavra era tão importante quanto a assinatura e que tinha de ser honrada”, afirma ele, que ressalta que buscou e continua buscando oportunidades para o crescimento do Pão de Açúcar. “Com uma proposta concreta queria discutir com Jean-Charles”, diz Diniz. “Em 2005 vendi ao Casino o controle do Grupo Pão de Açúcar por meio de uma opção de compra de uma ação, a ser exercida em junho de 2012. Mas tenho o direito vitalício de permanecer como presidente do Conselho de Administração.”

Para completar sua reflexão, Diniz afirma que a fusão não provocaria nenhum desemprego: a união das empresas daria mais capacidade de investimento e crescimento, o que ajudaria a criar novos postos de trabalho. E sobre a concentração de mercado, ele contesta os números que saíram. Ao invés de um terço do varejo, as duas teriam 18% da venda total de alimentos. “O perfil das lojas do Grupo Pão de Açúcar e do Carrefour é bem diferente, assim como as linhas de mercadoria. Dessa forma as marcas seriam mantidas e preservadas as identidades das lojas”.

Para finalizar, Diniz defende o negócio: “afirmo com convicção que a fusão do Grupo Pão de Açúcar com o Carrefour seria um negócio formidável para todos os envolvidos. Para o Grupo Pão de Açúcar, para o Carrefour e para todos os acionistas, inclusive o Casino. Não tenho dúvidas de que seria também muito bom para todos os funcionários e para o consumidor brasileiro”.

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