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Economia

Acionista será o último a receber em recuperação judicial da Oi

Pedido de recuperação judicial tem como objetivo fazer com que a empresa supere a sua crise e suas dívidas, podendo retornar mais saudável às suas atividades originais; porém, se tudo der errado, a última pessoa a receber alguma coisa será o acionista; se a falência se tornar realidade, os ativos da companhia serão leiloados e serão pagos, nesta ordem, os funcionários, os impostos e os credores; em último lugar, o acionista

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Pedido de recuperação judicial tem como objetivo fazer com que a empresa supere a sua crise e suas dívidas, podendo retornar mais saudável às suas atividades originais; porém, se tudo der errado, a última pessoa a receber alguma coisa será o acionista; se a falência se tornar realidade, os ativos da companhia serão leiloados e serão pagos, nesta ordem, os funcionários, os impostos e os credores; em último lugar, o acionista (Foto: Roberta Namour)
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SÃO PAULO - Após muita especulação, a companhia de telefonia Oi (OIBR4) confirmou na noite desta segunda-feira (20) seu pedido de recuperação judicial, no valor de R$ 65 bilhões, o maior já feito no Brasil. A companhia ressaltou em comunicado que manterá seus serviços a venda de produtos normalmente. Porém, para quem opera na Bolsa fica sempre a pergunta: o que acontece com as ações de uma empresa em recuperação judicial?

O primeiro passo é a suspensão, ou seja, nesta terça-feira os papéis da companhia telefônica não serão negociados na Bovespa. Esta paralisação nos negócios ocorrerá por um tempo que será determinado pelo juiz do processo.

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Será feito um levantamento das condições da companhia e do que foi apresentado no pedido, para então ocorrer a comunicação ao mercado. Passado o prazo dado pelo juiz, as ações voltam a ser negociadas normalmente, como qualquer outra, não podendo fazer parte do Ibovespa.

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E como ficam as opções?

No caso de quem está operando vendido, as negociações também serão suspensas durante o mesmo tempo que as ações ficarem paralisadas. A Bolsa realizará, então, um procedimento especial de leilão destinado ao encerramento das posições, caso não haja impedimento administrativo ou judicial para realizá-lo. Caso haja, a Bolsa arbitrará o preço de encerramento das posições.

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O preço resultante de um desses dois procedimentos será o parâmetro para o exercício das opções que puderem ser exercidas durante o período de suspensão, e também para a liquidação financeira das operações de aluguel de ações, para aqueles que não conseguirem devolver os papéis a seus donos.

E se a Oi pedir falência?

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Este é o ato final da companhia caso seu plano de recuperação não dê certo. Apesar de ser um situação ainda distante, é sempre bom saber o que acontecerá. O pedido de recuperação judicial tem como objetivo fazer com que a empresa supere a sua crise e suas dívidas, podendo retornar mais saudável às suas atividades originais.

Porém, se tudo der errado, a última pessoa a receber alguma coisa será o acionista. Se a falência se tornar realidade, os ativos da companhia serão leiloados e serão pagos, nesta ordem, os funcionários, os impostos e os credores. Em último lugar, o acionista.

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