Ações da Petrobrás despencam mesmo depois de novo aumento abusivo dos combustíveis

Mesmo com o reajuste, as ações da companhia sofrem uma tempestade perfeita, acompanhando as perdas do Ibovespa, que fechou com queda de 2,90% e perdeu os 100 mil pontos

www.brasil247.com -
(Foto: Reuters/AMANDA PEROBELLI)


Infomoney - Principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa fechou com queda 2,90% no pregão desta sexta-feira (17), aos 99.824 pontos, no menor patamar desde novembro de 2020 e abaixo dos 100 mil pontos. Com a queda de hoje, o índice passou a acumular perda de 4,7% no ano.

O dia foi marcado ainda pelo vencimento de opções de ações, o que trouxe mais volatilidade ao mercado. O volume financeiro da B3 foi de R$ 42,5 bilhões e o Ibovespa oscilou, ao longo da sessão, entre os 98.401 e os 102.800 pontos.

A aceleração das perdas veio junto com a piora das bolsas em NY. Em Wall Street, as bolsas fecharam entre perdas e ganhos, à medida que os investidores ficam cada vez mais preocupados com uma possível desaceleração econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vários dados econômicos importantes ficaram aquém das previsões nesta semana, desde as vendas no varejo de maio até o início da construção de casas. Além disso, o Fed elevou sua taxa de juros de referência pela maior quantidade desde 1994.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice Dow Jones caiu 0,13%, aos 29.888,78 pontos. O S&P 500 subiu 0,22%, aos 3.674 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,43%, aos 10.798 pontos.

O dólar comercial, por sua vez, subiu 2,35%, cotado a R$ 5,143 na compra e R$ 5,144 na venda – na máxima do dia esteve valendo R$ 5,149.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta da divisa americana foi impulsionada por ruídos políticos, com destaque para guerra do governo contra a Petrobras.

No aftermarket, às 17h10, os juros futuros operavam em queda, após Copom evitar sinalizar o fim do aperto monetário: DIF23, -0,01 pp, a 13,55%; DIF25, -1,16 pp, a 12,51%; DIF27, -0,15 pp, a 12,44%; DIF29, -0,11 pp, a 12,60%; e DIF31, -0,10 pp, a 12,68%.

Repercussões Fomc e Copom

Na quarta-feira, após o fechamento dos mercados, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 12,75% para 13,25% ao ano na última quarta quarta-feira (15). Para a maioria, a decisão veio em linha com o esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, o fato de o Banco Central ter citado no seu comunicado a expressão “para o redor da meta” para a convergência da inflação, mencionado o ano de 2024 na sua análise e deixando a porta aberta para um ajuste de igual ou menos magnitude no encontro de agosto, chamou atenção.

O tom do comunicado foi considerado hawkish (preocupado com a inflação), mas o termo “ao redor da meta” indicaria uma postura dovish (menos preocupada com a inflação).

Na quinta-feira (16), feriado de Corpus Christi, com a B3 fechada, o termômetro do mercado para os investidores migrou para os ADRs (American depositary receipts) negociados nas bolsas dos EUA, e o índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou com queda de 4,48%.

Ações

Entre as maiores baixas por peso, destaque para Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3). As ações da mineradora despencam 5,22%, a R$ 77,41, acompanhando a forte queda do minério de ferro na China.

Já os papéis ordinárias e preferenciais da petroleira recuam, respectivamente, -5,22%, R$ 29,93, e -6,09%, R$ 27,31, mesmo após a estatal anunciar reajuste nos preços dos combustíveis.

Também se destacaram entre as quedas: 3R  (RRRP3) e da Met. Gerdau (GOAU4), recuando, respectivamente, 9,51% e 8,51%, seguidas das ações da Petrorio (PRIO3), com perda de 8%.

Por outro lado, entre as altas, estiveram as ações da CVC (CVCB3) e da Alpargatas ([ALPA4]), avançando, respectivamente, 9,69% e 4,77%, seguidas das ações da Qualicorp (QUAL3), com ganhos de 4,56%.

Repercussão

Para Juan Espinhel, da Invest Consultoria, os ruídos políticos em torno da Petrobras, após anúncio de reajuste nos preços do combustíveis demonstra para investidores que não se pode confiar tanto assim na governança da companhia.

Segundo Espinhel, o mercado já começou a precificar uma nova alta de 0,5 p.p. da Selic em agosto, o que sinaliza uma inflação ainda forte no país. Ele também lembra que a alta de juros afasta o investidor da bolsa brasileira.

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email