Ações do Itaú caem 5,8% após resultados e recuam ao nível de 2009

Mercado demonstra no ter gostado do balano do banco de Roberto Setbal; papeis foram os mais negociados do dia e terminaram como a maior baixa da Bovespa

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247_O Itaú Unibanco terá muito trabalho pela frente. O lucro líquido de R$ 3,60 bilhões no segundo trimestre deste ano foi 13,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Excelente, não?! Sozinho, o lucro mostraria uma instituição financeira forte, robusta, em franco crescimento e sem muitos problemas internos. No entanto, toda a frase anterior é verdadeira, a não ser a falta de problemas internos. O banco formado pelas famílias Setubal, Vilela e Moreira Salles apresentou um balanço que reflete seu momento conturbado. Por esse motivo, a ação ITUB4 fechou o dia com perdas de 5,79%%, liderando as perdas do Ibovespa e recuando ao nível de setembro de 2009.

É bom que se diga que o lucro líquido do Itaú Unibanco veio dentro da expectativa dos analistas. Mas o resultado geral apresentou problemas. O índice de inadimplência com mais de 90 dias, por exemplo, aumentou 0,3 ponto percentual para 4,5%. Esse pode ter sido uma maneira do banco equilibrar o aumento da carteira de crédito em 22,3% para R$ 360,1 bilhões, com destaque para o crédito imobiliários e pessoal, que cresceram 18,4% e 12,8%, respectivamente. Mas o Bradesco, que também aumentou o volume de empréstimos, reduziu seu índice de inadimplência. Na comparação, o Itaú Unibanco deixou a desejar no trimestre.

A qualidade do crédito pode tornar um desperdício esse esforço de crescimento. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, ou seja, dinheiro que o banco precisa separar contra o calote, aumentaram 29% para R$ 5,11 bilhões. No mesmo período do ano passado, o Itaú Unibanco havia separado R$ 3,96 bilhões. Esse custo tem aumentado trimestre após trimestre. Nos primeiros três meses de 2011 a instituição havia separado R$ 4,38 bilhões. Com isso, o Itaú Unibanco tem se tornado menos eficiente. O índice que mede esse fator aumentou 0,5 ponto percentual para 48,3%. Ao contrário de outros indicadores, quanto menor a eficiência, melhor.

Outros pontos que incomodaram os analistas foram a queda nos resultados da Porto Seguro, de quase 25%, e do Itaú BBA, responsável pelas operações com grandes empresas e de banco de investimentos, de 10,5%.

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