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Aéreas estrangeiras podem comprar brasileiras a preço de banana com coronavírus, diz presidente da Azul

Segundo o presidente da Azul, John Rodgerson, será difícil as empresas áreas brasileiras competirem com as aéreas dos EUA, que estão negociando uma ajuda de US$ 50 bilhões com o governo americano. Se as aéreas nacionais forem compradas por estrangeiras, diz ele, as empresas do exterior não teriam interesse em voar para cidades pequenas, como faz a Azul no País

Aéreas estrangeiras podem comprar brasileiras a preço de banana com coronavírus, diz presidente da Azul

247 - Em um contexto de crise financeira por causa do coronavírus, o presidente da Azul, John Rodgerson, afirma ter receio de que empresas estrangeiras adquiram em larga escala a aviação no Brasil, facilitada pela recente legislação que liberou o capital internacional em aéreas do Brasil. A informação é da coluna Painel.  O País tem pelo menos 291 casos confirmados e duas mortes. No exterior, são mais de 7 mil mortes e mais de 180 mil infecções.

De acordo com o dirigente, será difícil as brasileiras competirem com as aéreas dos Estados Unidos, que estão negociando uma ajuda de US$ 50 bilhões com o governo americano, enquanto o governo brasileiro ainda enfrenta sérias dificuldades de articulação com o Congresso Nacional e com governadores, além de não conseguir retomar a expansão do PIB, que teve crescimento de apenas 1% no ano passado. 

“O governo fala em ser liberal, mas os países mais liberais do mundo estão resgatando [as aéreas] porque tem que resgatar”, diz ele, acrescentando que, se as aéreas nacionais quebrarem e forem compradas por estrangeiras, as empresas do exterior não teriam interesse em voar para cidades pequenas, como faz a Azul no País.

“O que vai acontecer é o seguinte: Trump ajuda todos os gringos, as empresas brasileiras quebram e, daqui a seis meses, as empresas gringas vêm para o Brasil, compram tudo a preço de banana. E você acha que eles vão voar para Alta Floresta (MT)?”