Agronegócio brasileiro teme perder mercado com apoio de Bolsonaro aos EUA na crise com o Irã

Temor é que o apoio à ação norte-americana resulte na perda de parte das exportações anuais de cerca de US$ 9 bilhões para os mercado da região. Agronegócio brasileiro é o principal exportador de alimentos para o Oriente Médio, representando 97% das exportações para o Irã

Homem manuseia grãos de soja durante estação da colheita perto da cidade de Campos Lindos
Homem manuseia grãos de soja durante estação da colheita perto da cidade de Campos Lindos (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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247 - O apoio do governo Jair Bolsonaro ao ataque dos Estados Unidos que matou um alto oficial iraniano e levou o Oriente Médio ao risco de uma guerra aberta acendeu a luz de aberta junto ao agronegócio brasileiro. O temor é que o apoio à ação norte-americana resulte na perda de parte das exportações anuais de cerca de US$ 9 bilhões para os mercado da região. 

“O Oriente Médio é um grande parceiro do Brasil em termos de alimentação. Temos muitos interesses lá”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinell, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo

De acordo com dados do Insper Agro Global, o agronegócio brasileiro é o principal exportador de alimentos para o Oriente Médio, representando 97% das exportações para o Irã.  Atrás do Brasil aparecem a Índia e os Estados Unidos. Segundo a reportagem, em 2018, o Irã importou US$ 2,25 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, sendo o quinto principal destino do comércio exterior nacional, e gerou um superávit de US$ 2,21 bilhões. 

“Não deveríamos tomar partido neste momento de radicalização e conflitos. Temos de reservar nossos grandes interesses no Oriente Médio, que compra quase duas vezes mais produtos agropecuários do Brasil do que os EUA”, disse o professor de agronegócio global do Insper e conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) Marcos Jank.

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