Alckmin pede queda maior nos juros: "BC precisa reconhecer compromisso de Lula com o equilíbrio fiscal"
"Nossa taxa básica de juros continua extremamente elevada, o que prejudica o consumo das famílias, o investimento das empresas e as contas do governo", afirmou o vice-presidente
247 - O vice-presidente Geraldo Alckmin utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira para se pronunciar sobre a recente decisão do Banco Central (BC) de reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto percentual. Em um tweet, Alckmin expressou sua preocupação com a continuidade dos juros em patamares elevados e instou o BC a reconhecer o compromisso do governo do presidente Lula com o equilíbrio fiscal.
Na mensagem, Alckmin destacou que, embora o BC tenha tomado uma decisão importante ao cortar a Selic, a taxa básica de juros do país ainda permanece extremamente elevada. Ele apontou as consequências negativas dessa elevada taxa de juros, afirmando que ela prejudica o consumo das famílias, o investimento das empresas e as contas do governo. "Esperamos, assim, que o Banco Central reconheça, em suas próximas reuniões, o compromisso do governo do presidente Lula com o equilíbrio fiscal, que resultará da combinação de um novo arcabouço com uma reforma tributária que racionalizará a arrecadação e dará mais competitividade para a economia brasileira", escreveu o vice-presidente.
A decisão do Banco Central de reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Essa foi a segunda redução no semestre, refletindo uma mudança na política monetária após uma série de elevações consecutivas da taxa Selic que ocorreram de março de 2021 a agosto de 2022. Esse ciclo de aperto monetário teve início devido ao aumento dos preços de alimentos, energia e combustíveis.
Antes do início desse ciclo de alta, a Selic estava em seu nível mais baixo da história, a 2% ao ano, como resposta às consequências econômicas da pandemia de COVID-19. A taxa permaneceu nesse patamar mínimo de agosto de 2020 a março de 2021.
A fala de Alckmin ressalta o debate em curso sobre a política monetária e a busca por um equilíbrio entre o estímulo ao crescimento econômico e a contenção da inflação, ao mesmo tempo em que destaca a importância do equilíbrio fiscal na agenda do governo Lula. A expectativa agora se volta para as próximas reuniões do Copom e as decisões a serem tomadas em relação à taxa Selic.