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Alimentação enfrenta queda de preços no Brasil pelo terceiro mês seguido

Deflação dos alimentos contribui para o aumento do bem-estar da população mais pobre e da classe média no Brasil

Alimentação enfrenta queda de preços no Brasil pelo terceiro mês seguido (Foto: Ricardo Stuckert)

247 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados nesta terça-feira (12/9) referentes ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), revelando que o grupo "Alimentação e Bebidas" registrou uma queda de preços pelo terceiro mês consecutivo, com um recuo de -0,85%. Essa redução nos preços é, em grande parte, atribuída à diminuição nos valores dos alimentos adquiridos para consumo no domicílio, que apresentaram uma queda de -1,26%.

Entre os produtos que mais se destacaram na queda de preços, a batata-inglesa liderou com uma diminuição impressionante de -12,92%. Além disso, outros itens também contribuíram para essa tendência de queda, como o feijão-carioca (-8,27%), o tomate (-7,91%), o leite longa vida (-3,35%), o frango em pedaços (-2,57%) e as carnes (-1,90%).

André Almeida, gerente do IPCA/INPC, explicou que "temos observado quedas ao longo dos últimos meses em itens importantes no consumo das famílias como a carne bovina e o frango. A disponibilidade de carne no mercado interno está mais alta, o que tem contribuído para a queda nos últimos meses."

No geral, a inflação de agosto foi de 0,23%, um aumento de 0,11 ponto percentual em relação à taxa de 0,12% registrada em julho. No acumulado do ano, o IPCA apresenta uma alta de 3,23%. Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta, com destaque para o grupo de "Habitação", que teve o maior impacto (0,17 p.p) e a maior variação (1,11%). Esse aumento foi influenciado pelo fim da incorporação do bônus de Itaipu, que não estava mais presente em agosto.

Além do IPCA, o IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apresentou uma alta de 0,20% em agosto, superando a variação do mês anterior (-0,09%). No acumulado do ano, o INPC registra um aumento de 2,80%.

Os produtos alimentícios tiveram uma variação de -0,91% em agosto, após uma queda de 0,59% em julho. Já nos produtos não alimentícios, houve um aumento de 0,56%, acima do resultado de 0,07% observado no mês anterior.

Em relação às regiões, Belo Horizonte teve a maior queda de preços em agosto (-0,24%), devido às quedas nos preços dos ônibus urbanos (-9,09%) e do frango em pedaços (-7,15%). Por outro lado, Belém registrou a maior variação (0,74%), impulsionada pelo aumento de 8,82% na energia elétrica residencial.

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC inclui as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes em várias regiões metropolitanas do Brasil. O próximo resultado do IPCA, referente a setembro, será divulgado em 11 de outubro.