Alvo de perseguição política, JBS tem nota rebaixada

Além do rebaixamento, a Moody’s informou que tanto a JBS quanto sua subsidiária JSB EUA permanecem sob revisão para um possível novo rebaixamento. Em nota, a agência informou que a decisão reflete os riscos contínuos de o grupo se ver envolvido em potenciais futuros processos judiciais, além de danos em sua reputação. “[…] estes riscos podem atingir as operações da empresa, o acesso ao mercado e a liquidez”, afirma a Moody’s

Funcionários durante visita técnica do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, à unidade da JBS em Lapa, no Paraná 21/03/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Funcionários durante visita técnica do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, à unidade da JBS em Lapa, no Paraná 21/03/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

A agência de classificação de risco Moody's anunciou ontem (9) o rebaixamento do rating (nota do risco de crédito) da JBS de Ba3 para B2. O grupo brasileiro, maior companhia de carne bovina do mundo, é um dos protagonistas da crise política no país desde maio, quando vieram à tona os detalhes de delação premiada feita por seus donos, os irmãos Joesley e Wesley Batista.

Além do rebaixamento, a Moody’s informou que tanto a JBS quanto sua subsidiária JSB EUA permanecem sob revisão para um possível novo rebaixamento. Em nota, a agência informou que a decisão reflete os riscos contínuos de o grupo se ver envolvido em potenciais futuros processos judiciais, além de danos em sua reputação. “[…] estes riscos podem atingir as operações da empresa, o acesso ao mercado e a liquidez”, afirma a Moody’s.

A agência ainda citou o acordo de leniência feito pela J&F Investimentos, a controladora do grupo, com a Procuradoria-Geral da República após acusações de práticas de corrupção. Acrescenta, por fim, que se a liquidez da empresa se deteriorar como consequência destes fatos, um novo rating pode ser anunciado antes do final do processo de revisão.

AGU quer analisar acordo de leniência

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou hoje (9) que pediu acesso ao conteúdo dos processos em que a J&F, controladora do grupo JBS, está envolvida. Segundo a AGU, o objetivo é saber se o acordo de leniência feito entre a empresa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) repara integralmente os danos causados pela JBS. No acordo, a empresa se comprometeu a pagar R$ 10,3 bilhões de reais a título de ressarcimento pelos danos causados pelas práticas de corrupção.

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