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Economia

Amir Khair vê “ofensiva contra o ajuste fiscal”

Especialista em finanças públicas, economista afirma que reajuste do Judiciário de até 78% veio "para agravar ainda mais o rombo fiscal" e cita aprovações na Câmara que também prejudicaram o ajuste do ministro Joaquim Levy; "Tudo somado, o País terá um aumento na carga tributária com a elevação dos tributos existentes e mais despesas que serão pagas por todos em benefício dos que mais ganham no setor público"

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Especialista em finanças públicas, economista afirma que reajuste do Judiciário de até 78% veio "para agravar ainda mais o rombo fiscal" e cita aprovações na Câmara que também prejudicaram o ajuste do ministro Joaquim Levy; "Tudo somado, o País terá um aumento na carga tributária com a elevação dos tributos existentes e mais despesas que serão pagas por todos em benefício dos que mais ganham no setor público" (Foto: Gisele Federicce)
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247 – O economista e ex-secretário de Finanças na gestão da prefeita Luiza Erundina, em São Paulo, Amir Khair avalia, em artigo publicado neste domingo 7, que existe uma "ofensiva contra o ajuste fiscal" proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para equilibrar as contas públicas. Ele cita o reajuste do Judiciário (de até 78%) e medidas aprovadas pela Câmara que também prejudicam a proposta – como o fim do fator previdenciário.

"Em síntese, há uma ofensiva dos poderes Legislativo e Judiciário contra o ajuste fiscal. Tudo somado, o País terá um aumento na carga tributária com a elevação dos tributos existentes e mais despesas que serão pagas por todos em benefício dos que mais ganham no setor público. Maior despesa no governo federal significa mais déficit a ser coberto por mais emissão de títulos federais e, portanto, mais juros", diz ele.

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Especialista em finanças públicas, Khair escreve que "o problema dos ajustes fiscais do tipo adotado é que desconhecem o efeito perverso da perda de receita no setor público (União, Estado e Município). É comum a perda de arrecadação superar todo o esforço de contenção e de elevação de tributos. Mas, no caso brasileiro, o maior revés vai se dar neste e nos próximos anos na forte elevação da despesa com juros". O economista menciona a sexta elevação da taxa Selic desde o final das eleições.

"Enquanto o governo continuar acreditando que a solução para o País é a obtenção de um magro superávit primário de 1,1% do PIB sem apresentar um plano confiável de crescimento com consequente redução das taxas de juros, será cada vez mais aprofundado o rombo fiscal, o descontrole das contas externas, a recessão, com o agravamento da delicada crise política e social em marcha. Caminha¬se a passos rápidos para um beco sem saída", conclui o ex-secretário.

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