Banco Central prepara novidades para o Pix; saiba quais
Em 2025, os brasileiros movimentaram R$ 35,36 trilhões via Pix
247 - O Pix, sistema de transferências instantâneas do Banco Central, segue em expansão no Brasil e deve ganhar novas funcionalidades nos próximos anos, incluindo modalidades de pagamento mais complexas e integração com a reforma tributária, após registrar um volume recorde de R$ 35,36 trilhões movimentados em 2025, segundo dados divulgados pela instituição e reportados pelo G1.
O Banco Central estuda uma série de inovações para ampliar o uso do Pix, tanto no mercado doméstico quanto em operações internacionais, reforçando seu papel como principal meio de pagamento digital no país
Entre as novidades previstas ainda para este ano está a chamada cobrança híbrida, que permitirá ao usuário pagar uma mesma cobrança tanto por QR Code via Pix quanto por boleto bancário. Atualmente facultativa, a funcionalidade deve se tornar obrigatória a partir de novembro. Outra inovação em análise é o uso do Pix para pagamento de duplicatas escriturais, o que pode facilitar a antecipação de recebíveis e reduzir custos operacionais para empresas, funcionando como alternativa aos boletos tradicionais
O Banco Central também trabalha no chamado “split tributário”, que pretende adaptar o sistema ao pagamento de impostos em tempo real. A medida está alinhada à reforma tributária sobre o consumo e prevê que, a partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja recolhida automaticamente no momento da compra, desde que a transação seja eletrônica
Para os próximos anos, a instituição avalia a implementação do Pix internacional, com o objetivo de viabilizar transferências diretas entre países. Atualmente, o uso da ferramenta fora do Brasil ocorre de forma limitada, em locais específicos como Miami, Orlando, Lisboa e cidades da Argentina. A proposta é integrar sistemas de pagamentos instantâneos globalmente
Outra proposta em estudo é o Pix em garantia, voltado para trabalhadores autônomos e empreendedores. Nesse modelo, será possível utilizar recebíveis futuros — valores a serem recebidos via Pix — como garantia para obtenção de crédito, o que pode resultar em taxas de juros mais baixas
O Banco Central também avalia a criação de um modelo offline para pagamentos por aproximação, permitindo transações mesmo sem conexão com internet. Além disso, a autoridade monetária pretende padronizar o parcelamento via Pix, hoje oferecido por diferentes instituições financeiras, com o objetivo de aumentar a concorrência e reduzir custos para os usuários
O crescimento do Pix tem sido acompanhado por forte adesão da população. Em novembro de 2025, quando o sistema completou cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, destacou a abrangência da ferramenta no país. “É essencialmente quase todo adulto no país”, afirmou
O diretor também ressaltou a mudança de comportamento dos usuários após a popularização do sistema. “Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do Pix, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, disse
Desde seu lançamento, o Pix vem acumulando funcionalidades que ampliam seu uso no cotidiano. Entre elas estão o Pix Cobrança, que agiliza pagamentos para empresas; o Pix Saque e Troco, que transforma estabelecimentos comerciais em pontos de retirada de dinheiro; o Pix Agendado, que facilita pagamentos recorrentes; e o Pix Automático, que amplia o acesso ao débito automático
A integração com o Open Finance também expandiu as possibilidades do sistema, permitindo a realização de pagamentos por diferentes plataformas digitais, especialmente em compras online. Com novas funcionalidades em desenvolvimento e crescente adesão da população, o Pix consolida sua posição como principal meio de pagamento no Brasil e segue em evolução tecnológica contínua


