Barbosa: nova meta é 'realidade que se impôs'
Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa reafirma que não houve divergência com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em relação à redução da meta de superávit primário de 1,13% do PIB para 0,15% do PIB, nem perda de prestígio de Levy junto à presidente Dilma Rousseff: "A realidade foi convidada para as reuniões e se impôs", diz; segundo ele, a mudança "ajuda a economia brasileira a crescer mais rapidamente"; "Sem crescimento, não há como sustentar nem mesmo o equilíbrio fiscal", afirma
247 – O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa defendeu a redução da meta de superávit primário de 1,13% do PIB para 0,15% do PIB. Ele reafirmou quenão houve divergência com o ministro da Fazenda sobre o assunto e nem perda de prestígio de Joaquim.
Segundo ele, em entrevista ao Valor, a revisão de receitas foi feita pela Fazenda. Barbosa conta que defendeu a adoção de uma banda para o superávit primário, com intervalo de zero a 0,4% do PIB. Levy foi contra, mas apoiou a cláusula de abatimento da meta caso haja frustração de receita de R$ 26,4 bilhões com concessões e medidas que dependam da aprovação do Congresso.
"Em nosso cenário, o PIB começa a crescer no quarto trimestre deste ano e continua a crescer no ano que vem", destacou. Afirmou ainda que a redução da meta de superávit primário, além de não mudar a direção do ajuste ¬ alterado na intensidade para atingir 2% do PIB, "ajuda a economia brasileira a crescer mais rapidamente". "Sem crescimento, não há como sustentar nem mesmo o equilíbrio fiscal", acrescentou (leia aqui).