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BNDES aprova financiamento de R$ 290 milhões para gigante produzir semicondutores no Brasil

A operação integra o programa do banco voltado para financiamento de projetos de inovação, com um investimento total de R$ 5,3 bilhões em 2023

Aloizio Mercadante (Foto: Felipe Gonçalves - Editora 247)

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação de um financiamento de R$ 290 milhões para a Adata, visando impulsionar a produção nacional de semicondutores. Os recursos serão destinados à fabricação de três novos semicondutores voltados para uma ampla gama de produtos, incluindo notebooks, desktops, servidores, televisores, automóveis e celulares, informa a coluna Painel SA da Folha de S. Paulo.

A operação integra o programa do banco voltado para financiamento de projetos de inovação, com um investimento total de R$ 5,3 bilhões em 2023, sendo a maior parte direcionada para operações diretas.

Por meio do Programa BNDES Mais Inovação, a Adata terá capacidade para importar equipamentos que não possuem similares nacionais, fortalecendo assim a base tecnológica do país e reduzindo a dependência de importações, conforme destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os investimentos da Adata, que totalizam R$ 374 milhões na produção dos três novos circuitos integrados de memória, serão financiados em 77% pelo BNDES. Entre os novos produtos, destaca-se o DDR5, capaz de atingir uma velocidade de até 8,4 Gbps (gigabits por segundo) e reduzindo o consumo de energia em 20%. Além disso, o LPDDR5, voltado para notebooks e telefones celulares, promete alta eficiência energética e dimensões reduzidas, enquanto o uMCP será direcionado especialmente para smartphones, facilitando a tecnologia 5G nesses dispositivos.

Para a Adata, esse investimento representa uma oportunidade estratégica para fortalecer sua presença no mercado nacional, contribuindo para a evolução tecnológica do país. A empresa, um dos principais fornecedores globais de produtos de memória, com sede em Taiwan e filiais na China e no Brasil, destaca o semicondutor como um elemento crucial para a competitividade e a subsistência no cenário global, segundo afirmou o presidente Paulo Jr.

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