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Economia

Bolsa cai 0,50% e volta aos 59 mil pontos nesta segunda-feira

Ibovespa refletiu a tenso internacional com a situao americana; aes da Petrobras ficam entre os destaques do dia

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247_O Ibovespa não resistiu e acabou caindo 0,50% aos 59.970 pontos. Apesar de tentar se manter estável, as forças de venda estiveram maiores ao longo do pregão. Mesmo com o bom desempenho da ação da Petrobras, a bolsa refletiu a apreensão dos investidores com a situação americana. Na Europa, apenas a bolsa da Alemanha fechou em alta - 0,25%, puxada pelo resultado da BMW. Espanha, Inglaterra e França perderam 1,92%, 0,16% e 0,77%, respectivamente, no dia. As bolsas americanas também operam em baixa de 0,5% e 1%.

As ações que ficaram em destaque no Brasil foram Telemar, Petrobras e Tim. Gafisa, B2W e Hypermarcas ficaram entre as maiores baixas.

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MEIO DA TARDE - A bolsa brasileira deixou a estabilidade para trás e entrou em queda no meio da tarde. Às 14h45, o Ibovespa perdia 0,19%. A queda só não está maior porque as ações da Petrobras lideram os ganhos do dia - a empresa anunciou o pagamento dos juros sobre o capital próprio, o que atraiu os investidores (veja aqui). A preocupação continua sendo a decisão sobre o aumento do teto do endividamento americano, o que está provocando a queda generalizada nas bolsas pelo mundo. Próximas do fechamento, as europeias serão as primeiras a demonstrar esses temores.

COMEÇO DA TARDE - O Ibovespa mostrava sinais de recuperação no início da tarde, depois da forte queda na abertura dos negócios. Às 12h40, o índice cedia 0,06% e dava indícios de recuperação. A estabilidade, porém, pode ser passageira. A tensão dos investidores continua em alta, afinal, democratas e republicanos ainda não acertaram o aumento do endividamento dos EUA, decisão crucial para evitar o calote da dívida no próximo dia 2 de agosto.

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Até o momento, apenas três papéis do Ibovespa operavam com ganhos acima dos 2%: Brasil Ecodiesel e Petrobras (ON e PN). Entre as baixas, Braskem e Itausa estavam abaixo de 2%.

MANHÃ - A bolsa de São Paulo operava em baixa de 0,83% aos 59.769 pontos, às 10h45. Esta é a semana decisiva para que democratas e republicanos cheguem a um acordo que permita a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos. O prazo final é 2 de agosto, terça-feira da semana que vem. A partir desta data, o Tesouro americano não terá dinheiro para honrar seus compromissos com os credores (o Brasil, inclusive). A protelação de um acordo, que era esperado para o final semana, leva o mercado a crescente grau de nervosismo e apreensão.

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Hoje, as Bolsas asiáticas fecharam todas em baixa, com o frustrante resultado das reuniões entre o presidente Barack Obama e os líderes dos republicanos. Xangai foi o destaque, com uma forte queda de 2,9%, enquanto Tóquio amargou perdas de 0,8%. As bolsas europeias abriram no negativo. Da mesma forma, os futuros do Nasdaq e S&P 500 também operam em baixa.

O clima não é dos mais promissores para o dia. Continua a opinião geral de que algum acordo será costurado pelo governo americano até a data final, mas, enquanto isso, as dificuldades na negociação se apresentam a cada rodada de fracasso.

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Para agravar a situação dos mercados, a solução da dívida grega não tranquilizou os analistas. Segundo algumas avaliações, o tamanho financiamento disponibilizado para a Grécia esgotará a capacidade da União Europeia em produzir novos pacotes de ajuda, se necessário, para os países que ainda se encontram na berlinda, como Itália, Espanha, Portugal e Irlanda.

Com todos esses fatores colocados, não se considera o dia propício para altas nas Bolsas. Está prevista uma nova rodada de conversas entre o governo e congressistas americanos. Se houver algum sinal de avanço, as bolsas podem reagir positivamente. É um mercado para ficar atento.

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