Bolsa: calma ou estresse após inflação e Bin Laden?

O comportamento do mercado na semana ainda dvida aps forte tenso dos ltimos dias com avano da inflao no mundo e medo do terrorismo com a morte de Osama Bin Laden

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Lu Miranda_247 - Mais uma semana intensa para o mercado financeiro ainda de ressaca após perdas acentuadas ao longo dos últimos dias. Em todo o mundo, prevaleceram dois medos: o avanço da inflação e represálias de seguidores da rede terrorista AL Qaeda com a morte do líder Osama Bin Laden. Aqui no Brasil, mesmo já esperada, a alta da inflação em 6,51% no acumulado de 12 meses gerou grande tensão. Afinal, este IPCA está acima do teto de tolerância estabelecido pelo governo. A bolsa não reagiu com medo e até teve recuperação na sexta-feira (6), em sintonia maior com o comportamento dos mercados no exterior. No mesmo dia, o dólar voltou a cair depois de uma reação de quatro dias seguidos com alta.
Este comportamento de bolsa versus câmbio, após a divulgação do IPCA, comprova a crença de parte significativa do mercado financeiro: o governo não pretende frear a desvalorização do dólar em relação ao real. Com esta política, o dólar baixo ajuda a conter a aceleração maior da inflação porque permite maior entrada de importados no país, que fazem concorrência com produtos nacionais e, estes, não têm preços elevados por conta da concorrência. Bom para o consumidor? Em termos. Num primeiro momento, o prejuízo é dos empresários brasileiros, mas as consequências podem ser nefastas no médio prazo para a economia brasileira. Para fazer frente aos preços dos chineses, por exemplo, a indústria no Brasil reduz investimentos e produção, o que, geralmente, acaba em desemprego.

Na bolsa brasileira, atenção aos balanços corporativos que têm chacoalhado os negócios, numa demonstração de que os investidores e o mercado estão antenados, mais do que nunca, nos resultados corporativos. A agenda de divulgação de balanços está carregada. Está preparado? Fique de olho em ABC Brasil, Aliansce, ALL Logística, Alpargatas, Amil, Arezzo, Banrisul, BHG, Bicbanco, BM&FBovespa, BR Insurance, BR Propert, Bradespar, Braskem, BR Foods, CCR Rodovias, CEEE, Celesc, Cemig, Cesp, Cetip, Copasa, Copel, CPFL, Cremer, Cruzeiro do Sul, Cyrela,  Dasa, Drogasil, Ecodiesel, Ecorodovias,  Eletrobras, Eternit, Gafisa, Gol, HRT Petróleo, Hypermarcas, Iguatemi, Indusval, Inpar, Itausa, JBS, JSL, Le Lis Blanc, Light, LLX, Mangels, Marcopolo, Metalfrio, MMX, MPX, MRV, Multiplan, Odontoprev, OHL, Pão de Açúcar, PDG, Pine, PortX, Positivo, Portobello, Profarma, Raia, Randon,  Rodobens Imob., Rossi, Sabesp, Saraiva, SLC, Suzano, Tecnisa, Tempo, Transmissão Paulista, Ultrapar e UOL.

EMPRESA PARA MONITORAR - Vai valer a pena acompanhar Vale esta semana, que anunciou lucro expressivo no primeiro trimestre de R$11,2 bilhões, com alta de 292% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado não chegou a empolgar os investidores na sexta-feira (6), após o anúncio. No entanto, as recomendações para compra da ação continuam e há grande expectativa de reação dos papéis no fim do ano. Neste domingo (8), a Vale inaugurou uma mina de carvão em Moçambique, o que mostra o forte empenho da companhia na expansão internacional.

No mais, é verificar a reação da bolsa brasileira diante do comportamento dos mercados internacionais. Atenção à oscilação nos preços das commodities, em especial do petróleo negociado em Nova York e em Londres e, fique de olho mesmo, nos indicadores econômicos da China que vão ser divulgados ao longo da semana. Eles têm impacto cada vez maior nos negócios em todo o mundo. Veja a agenda para esta semana.

SEGUNDA-FEIRA (9)_ A Alemanha divulga dados de balança comercial enquanto o índice de confiança do consumidor na Europa é divulgado. Aqui no Brasil, os índices de inflação IGP-DI (Índice geral de preços – disponibilidade interna), com a variação de preços na economia brasileira, e o IPC-S (Índice de preços ao consumidor – semanal) com a oscilação dos preços em sete capitais do país.  À noite, por volta das 23h, a china divulga dados de balança comercial que podem mexer com os negócios de terça-feira (10).

TERÇA-FEIRA (10)_Dia de agenda fraca durante o andamento dos negócios. No Brasil, há a divulgação do IPC-FIPE, com a variação de preços na capital paulista. Nos Estados Unidos, estoques no atacado e preços de importados. Por volta das 23h, a China divulga mais dados de sua economia. Inflação, inflação ao produtor, produção industrial e vendas no varejo. Muita atenção a estes indicadores que também podem influenciar os negócios de quarta-feira (11).

QUARTA-FEIRA (11)_ Agenda curta, mas digna de acompanhamento. Haverá a divulgação da inflação na Alemanha, balança comercial na Inglaterra, IGP-M (Índice geral de preços – mercado) no Brasil e, nos Estados Unidos, balança comercial de março e orçamento do mês de abril.

QUINTA-FEIRA (12)_O dia começa com a divulgação da produção industrial de março na Inglaterra e na zona do euro. No Brasil, vendas no varejo em março. O foco ficará nos indicadores da economia americana: pedidos de auxílio desemprego, inflação ao produtor e vendas no varejo em abril e estoques em março.

SEXTA-FEIRA (13)_ A semana encerra com intensa divulgação de indicadores. Produto Interno Bruto na Alemanha e zona do euro. Nos Estados Unidos, inflação e núcleo da inflação de abril, além da confiança do consumidor de maio, medida pela Universidade de Michigan.

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