Bolsa fecha a sexta-feira em alta de 0,20%

Ao contrrio dos mercados internacionais, Ibovespa encerra o dia com ganhos; ao da Gol assusta investidores com queda de 21,3%

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247_A bolsa brasileira ficou na posição contrária à dos mercados internancionais nesta sexta-feira. O Ibovespa fechou em alta de 0,20% aos 58.823 pontos. As bolsas da Europa e dos EUA mostraram seu pessimismo nos resultados: Dow Jones, Nasdaq e S&P500 caíram 0,7%, 0,3% e 0,6%, respectivamente. A indefinição na situação americana vai dominar os noticiários econômicos no final de semana e as bolsas mundiais abrirão os negócios pressionadas na segunda-feira.

A ação da Gol assustou os investidores, ao despencar 21,6% nesta sexta feira, após revisar o desempenho no ano. As ações da Tam, em queda de 7,7%, vieram na esteira dos problemas com o setor aéreo. entre os maiores ganhos do dia, Embraer, Gafisa e Pão de Açúcar.

FINAL DA TARDE - O Ibovespa voltou a ficar estável no meio da tarde desta sexta-feira. Às 15h10, o índice registrava -0,01% e indicava que caminhava para a recuperação. Nos EUA, as bolsas também inverteram a queda e caminham para a estabilidade. Mesmo comportamento não tiveram as bolsas na Europa, que já encerraram os negócios do dia. França perdeu 1,07%, Inglaterra -0,99%, Alemanha -0,44% e Espanha -0,27%.

No Brasil, as ações do setor aéreo passam por um momento terrível. A Gol, que anunciou a revisão do seu desempenho no ano (leia aqui), está em queda de 16,5%. Com isso, a ação da Tam ocupa a segunda posição entre as perdas, com -7%.

MEIO DA TARDE - O humor no mercado de capitais tem mudado repentinamente. A bolsa brasileira, por exemplo, abriu em alta, mas virou o sinal depois que o presidente Obama anunciou que ainda não há uma solução definitiva para o aumento do endividamento americano. Às 13h30, o Ibovespa caía 0,37%. Pelo mundo, o sinal também é vermelho: europeias caem próximo a 1% e nos EUA, -0,5%.

Entre as ações, a Embraer dispara 7,6%, enquanto a Gol despenca 14% depois que a companhia reviu sua projeção de resultados.

INÍCIO DA TARDE - Após o pronunciamento do presidente Barack Obama em rede de tevê nos Estados Unidos, os mercados ganharam um pouco de fôlego e aliviaram a tensão verificada pela manhã. O Ibovespa reagiu bem e trocou o sinal vermelho pelo verde, com 0,27% às 12h25.

ABERTURA - O mercado abriu em baixa, como era esperado, nesta sexta-feira 29. Não há perspectivas de acordo nos EUA e o fato de a Moody´s ter colocado em revisão a nota da Espanha não ajudou em nada em reção aos ânimos, ao contrário. O resultado já foi, mais cedo, uma baixa superior a 1% que estava em 0,62% às 11h00.

PRÉ-ABERURA - O dia do juízo final se aproxima e o clima do mercado já está presente nos mercados globais. Ontem à noite, o Congresso americano adiou outra vez a votação de um plano para elevação do teto da dívida dos Estados Unidosm, colocando mais nervosismo no enredo. Hoje, a Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,7% por conta dessa decepção. Também as bolsas da Europa operam em baixa, assim dos futuros Nasdaq e S&P 500.

Para adicionar um pouco mais de drama na frustração do mercado, hoje de manhã a Moody’s anunciou revisão negativa para os ratings da dívida da Espanha e dos bancos Santander e BBVA. Quer mais? Hoje, 9h30 de Brasília, será divulgado o PIB dos EUA relativo ao segundo trimestre e a previsão é de alta de 1,8%, abaixo dos 1,9% do primeiro trimestre. Os analistas devem interpretar isso como fraqueza da recuperação econômica americana.

Segundo analistas, o que está centro, porém, é a falta de uma solução para a elevação do teto da dívida americana. Uma analista do ING estabeleceu o seguinte cenário: haverá acordo no Congresso, mas não necessariamente até a data limite de 2 de agosto, não ocorrerá default generalizado, mas pelo menos um agência de risco deve rebaixar o rating triplo A dos EUA.

É uma expectativa amena. O motivo é que existe uma porta de saída. Os democratas propõem que o presidente Barack Obama invoque a emenda 14 da Constituição dos EUA para adotar a elevação do teto da dívida ele mesmo, uma medida com alto custo político. Mas seria uma alternativa de custo pequeno ante os riscos de uma moratória.

O constrangimento é enorme. Tanto, que poucos analistas ainda não conseguem precificar qual seria o preço das ações e outros títulos na hipótese de uma moratória seletiva da dívida. Uma coisa é certa: o conceito de risco vai aumentar em grandes proporções.

Para o Brasil, isso significa que o mundo entrará em nova fase de dificuldades econômicas, com redução da produção e consumo, prejudicando as exportações e os preços das commodities. Não é bom para a bolsa, que, ontem, deu uma trégua e tentou se agarrar em bons balanços divulgados na semana. O clima continua ruim.

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