Bolsonaro contraria Guedes e veta "imposto do pecado"
O ministro da Economia, Paulo Guedes, havia pedido que sua equipe estudasse tributar produtos que possam ser prejudiciais à saúde; Bolsonaro rebateu o ministro e disse que "não haverá tributação nem sobre álcool, nem sobre os outros produtos que são prejudiciais à saúde"
247 - Jair Bolsonaro negou nesta sexta-feira (24) a possibilidade de aplicar um imposto que atingiria cerveja, fumo e doces, sugerido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Em coletiva, Bolsonaro rebateu Guedes e disse que "não haverá tributação nem sobre álcool, nem sobre os outros produtos que são prejudiciais à saúde". "Ô Paulo Guedes, eu te sigo 99%, mas aumento no preço da cerveja, não", disse ele, como foi noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo.
“Ô Moro, aumentar a cerveja não, hein Moro..”, disse Bolsonaro, confundindo Guedes com o ministro da Justiça, Sergio Moro. “Acho que o Moro gosta de uma cervejinha...será que ele gosta?”. Segundo Bolsonaro, a orientação do governo é não “teremos qualquer nenhuma majoração de carga tributária”.
Entenda:
Paulo Guedes disse nesta quinta-feira (23) que pediu à sua equipe para estudar a criação do "imposto do pecado", que taxaria cigarros, bebidas e produtos com açúcar.
"Eu pedi para simular tudo. Bens que fazem mal para a saúde. Caso [as pessoas] queiram fumar, têm hospital lá na frente", disse o ministro para jornalistas em Davos, segundo publicado pelo jornal O Globo.
Guedes teve hoje seu último dia de compromissos na cidade suíça, onde representou o governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial.