Bolsonaro lava as mãos e libera falência da Odebrecht

Para o governo, a recuperação da empresa é uma “questão de mercado”. Bolsonaro e Guedes lavam as mãos ao deixar quebrar a maior empresa de engenharia do país, com projeção internacional. Empreiteiras dos EUA serão as grandes favorecidas

(Foto: REUTERS/Rodrigo Paiva)

247 - O governo Jair Bolsonaro sinalizou que não irá ajudar a Odebrecht, maior construtora do país, a reestruturar sua dívida e evitar a falência. Para o governo, a recuperação da empresa é uma “questão de mercado” que cabe às instituições financeiras resolver. Bolsonaro e Guedes lavam as mãos ao deixar quebrar a maior empresa de engenharia do país, com projeção internacional. Empreiteiras dos EUA serão as grandes favorecidas.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a Odebrechet vem tentando negociar a reestruturação de dívidas - que chegam a R$ 18,3 bilhões dentro do processo judicial e outros R$ 14,5 bilhões fora dos tribunais - com ao menos cinco bancos credores, entre instituições públicas e privadas. Para governo, porém, a situação da Odebrecht é de difícil solução e o impacto sobre a economia deverá ser baixo. 

“No máximo haverá algum impacto nos balanços dos bancos. Mas as instituições também já estão bem provisionadas para isso [falência da Odebrecht]”, teria dito uma fonte da equipe econômica à reportagem -sem levar em conta as milhares de empresas e empregos que desapareceram no processo de estrangulamento da empresa.  Uma das questões mais sensíveis para o projeto de reestruturação está no plano de recuperação judicial apresentado pela empresa, que não agradou os bancos públicos controlados pelo bolsonarismo.

“Entre as três instituições estatais, Banco do Brasil e BNDES estão em posição pouco melhor. Ambos têm garantias a executar e por isso adotaram uma postura mais discreta e alinhada às instituições privadas. Já a Caixa, sem garantias para uma dívida de R$ 5 bilhões e fora do grupo de negociações dos outros bancos, assumiu uma postura mais agressiva contra o plano de recuperação judicial”, destaca o texto da reportagem. Os bancos públicos, sequestrados pelo bolsonarismo, agem contra a economia nacional.

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