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Economia

Bovespa: o novo porto seguro do mercado de ações?

Bolsas na Europa caem 5% e nos EUA 4%, mas Ibovespa sobe 0,5% e volta a chamar a ateno dos investidores estrangeiros

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247_Houve um tempo em que a bolsa de valores no Brasil seguia o comportamento dos mercados internacionais. A direção de alta ou de baixa era comandada pelo que acontecia no exterior. Com um detalhe: se Nova York registrasse queda de 4%, a Bovespa provavelmente caía o dobro. Mas nesta quarta-feira 10, uma mudança parece indicar um novo porto seguro para os investidores em ações. Enquanto as bolsas europeias desabavam 5% e as americanas operavam em baixa de 4%, o Ibovespa seguia o caminho oposto e acumulava quase 2% de alta no meio da tarde antes de fechar o dia com ganho de 0,48% aos 51.395 pontos. Qual seria o motivo para esse descolamento?

O Brasil está entre os mercados de ações preferidos dos investidores internacionais. Um terço do dinheiro aplicado nas empresas listadas na BM&FBovespa vem de fora. Em agosto, apesar de toda turbulência nos Estados Unidos e na Europa, a participação dos estrangeiros aumentou 2,4 pontos percentuais sobre julho para 35,1%. É o que explica a maior influência dos acontecimentos externos na bolsa brasileira do que dos movimentos da economia brasileira. Os investidores internacionais são peso pesado nessa briga do compra e vende, sobe e desce. E, embora pareça uma incoerência, a alta do Ibovespa nesta quarta-feira foi provocada justamente pelos estrangeiros.

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Após as agências de classificação de risco afastarem os temores de corte da nota triplo A para a dívida da França, os mercados emergentes passaram a ser o foco dos investidores: o próximo passo em países como o Brasil é o corte na taxa básica de juros, o que vai transferir as aplicações da renda fixa para a bolsa de valores. A lógica é que haverá um relaxamento nas políticas monetárias, o que volta a ser atrativo para aplicações de risco. Neste momento, com o Ibovespa pouco acima dos 51 mil pontos, ações de empresas lucrativas e promissoras estão baratas, o que ajuda o mercado brasileiro a se descolar dos seus pares internacionais. A Petrobras, por exemplo, está cotada a R$ 19,73 (PETR4), mesmo valor registrado pouco tempo depois da crise de 2008, quando as descobertas do pré-sal eram incipientes.

Mas dizer que a bolsa brasileira já se transformou no porto seguro global ainda é um exagero. Os movimentos recentes são muito influenciados pela emoção do salve-se quem puder. É preciso fazer o dinheiro se multiplicar rapidamente, afinal, as dívidas acumuladas pelos EUA e pela maioria dos países europeus ainda exigem cuidados. A recessão econômica mundial não é um fato totalmente descartado. No entanto, o Brasil está preparado para enfrentar o que vier de pior, disse o presidente do Banco Central Alexandre Tombini. E com a economia interna segura, fica fácil se transformar no caminho natural dos investidores internacionais. É um movimento que pode estar apenas no começo.

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