Brasil criou 699 mil empregos formais em 2026, aponta Caged
Dados do Ministério do Trabalho mostram que o Brasil gerou 85 mil vagas com carteira assinada em abril
247 - A economia brasileira registrou a criação de 85,8 mil vagas de trabalho com carteira assinada em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O desempenho representa uma desaceleração na geração de postos formais em comparação ao mesmo período do ano passado.
As informações foram publicadas originalmente pela Folha de S.Paulo e mostram que o saldo positivo decorre da diferença entre 2,2 milhões de admissões e 2,1 milhões de desligamentos realizados ao longo do mês. Em abril de 2025, o saldo havia sido significativamente maior, com 227 mil vagas criadas.
Os números indicam ainda retração no ritmo de contratações. Na comparação anual, o total de admissões caiu 2,4%, enquanto os desligamentos cresceram 4,6%, ampliando a pressão sobre o mercado de trabalho formal.
Serviços lideram geração de vagas
O setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de empregos em abril, com saldo positivo de 69 mil vagas formais. Dentro desse segmento, as maiores contribuições vieram das áreas de saúde humana, com mais de 18 mil postos criados, e de transporte, que registrou alta de 12 mil empregos.
A construção civil também apresentou desempenho positivo, com criação de mais de 23 mil vagas formais no mês. Já a indústria encerrou abril com saldo positivo de 9.256 postos de trabalho.
Por outro lado, os setores de comércio e agropecuária tiveram resultado negativo. O comércio fechou 8.114 vagas formais, impactado principalmente pela retração nos segmentos varejista e atacadista.
Agropecuária e comércio registram retração
Na agropecuária, o saldo ficou negativo em 8.378 postos de trabalho. Segundo os dados do Caged, o resultado foi influenciado pela redução nas atividades ligadas aos cultivos de soja, maçã e laranja.
No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o Brasil criou 699 mil empregos formais. Apesar do resultado positivo, o número é inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando o saldo alcançou 913 mil vagas.
Já no recorte dos últimos 12 meses, o país acumulou mais de 1 milhão de novos empregos com carteira assinada, o que representa crescimento de 2,3% no período.
Estados do Norte têm maior avanço proporcional
Entre os estados, o Acre apresentou a maior variação proporcional no total de empregos formais em abril, com crescimento de 0,9%. Na sequência aparecem Amapá, com alta de 0,8%, e Distrito Federal, com avanço de 0,4%.
No acumulado do ano, Goiás lidera o crescimento proporcional de vagas formais, com aumento de 2,8% no estoque de empregos. O Amapá aparece em seguida, com expansão de 2,6%, enquanto Santa Catarina registrou crescimento de 2,5%.
O comércio foi o único setor a apresentar saldo negativo no acumulado entre janeiro e abril, com fechamento de 26 mil vagas formais. O desempenho foi puxado principalmente pelas perdas nos segmentos de vestuário e calçados. Já Alagoas registrou a maior retração proporcional do país no período, com queda de 2,69% nos postos formais de trabalho.
