Brasil economiza no primeiro semestre

Governo reduz a dvida pblica de 40,2% para 39,7% do PIB em seis meses; resultado bruto, porm, aumenta para 56%

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A dívida líquida do setor público ficou praticamente estável em junho, totalizando R$ 1,542 trilhão, o equivalente a 39,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em maio, o estoque da dívida líquida correspondia a 39,8% do PIB. De maio para junho, a dívida teve um recuo de apenas 0,1 ponto porcentual do PIB.

Em relação a dezembro, a dívida caiu, em relação ao PIB, 0,5 ponto porcentual. No final do ano de 2010, a dívida líquida correspondia a 40,2% do PIB ou R$ 1,475 trilhão.

A dívida bruta do governo alcançou 56% do PIB em junho, com aumento de 0,2 ponto porcentual do PIB em relação a maio. Em termos absolutos, a dívida bruta chegou a R$ 2,177 trilhões em junho.

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e empresas estatais) registrou superávit R$ 13,370 bilhões em junho, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). Em igual período de 2010, o superávit primário havia sido de R$ 2,179 bilhões. No resultado do mês passado, o governo central contribuiu com superávit de R$ 9,704 bilhões; os governos regionais, com saldo positivo de R$ 3,091 bilhões; e o conjunto das empresas estatais, com superávit de R$ 575 milhões.

O resultado do primário consolidado ficou dentro do intervalo das expectativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que iam de R$ 12,7 bilhões a R$ 14 bilhões, e superou a mediana projetada, de R$ 13,050 bilhões. O superávit primário é a economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado do primeiro semestre de 2011, o resultado primário do setor público foi positivo em R$ 78,190 bilhões, o equivalente a 3,99% do PIB. Em igual período do ano passado, o esforço fiscal havia sido de R$ 42,056 bilhões, o correspondente a 2,41% do PIB. O governo central, nos seis primeiros meses deste ano, contribuiu com superávit de R$ 55,389 bilhões, ou 2 83% do PIB; os governos regionais economizaram antes dos juros R$ 22,137 bilhões, ou 1,13% do PIB; e as empresas estatais, R$ 664 milhões, ou 0,03% do PIB, no mesmo período.

Já no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o superávit primário é de R$ 137,830 bilhões, o que representa 3 54% do PIB. Vale lembrar que a meta para o ano é de economizar, antes dos juros, R$ 117,9 bilhões. Ou seja, o esforço fiscal já acumula uma gordura de R$ 20 bilhões sobre a meta. Embora também seja importante ressaltar que, em setembro, vão sair da conta cerca de R$ 30 bilhões, relativos à capitalização da Petrobras.

No resultado em 12 meses até junho, o governo central contribuiu com superávit de R$ 109,345 bilhões; os governos regionais, com saldo positivo de R$ 26,813 bilhões; e as estatais, com superávit de R$ 1,671 bilhão.

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