Brasil entra para o Clube de Paris

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e o embaixador da França no Brasil, Laurent Bili assinaram termo de adesão do país no Clube de Paris, tornando o Brasil o 22º membro permanente da organização; para Meirelles, a entrada do Brasil no grupo representa uma mudança do Brasil no cenário internacional; "Deixamos de ser devedor e passamos a ser um credor internacional, principalmente em relação a países em desenvolvimento no mundo", disse Meirelles

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

Sputnik - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e o embaixador da França no Brasil, Laurent Bili assinaram nesta sexta-feira (30) o termo de adesão do país no Clube de Paris, tornando o Brasil o 22º membro permanente da organização.

Durante a cerimônia, Laurent Bili ressaltou que a entrada do Brasil vai deixar o Clube de Paris mais forte. "O Clube de Paris também será reforçado com a adesão do Brasil que acontecem logo após a entrada da Coréia do Sul no último mês de julho. Sempre esteve claro que o Clube de Paris não é fechado, trata-se de um grupo que reúne credores, respeitando os princípios da diversidade e com a preocupação de atender ao interesse geral."

O Brasil já colaborava com as atividades do Clube de Paris, participando de 65 negociações no papel de credor desde 1985 e em outras 12 ocasiões, participou do grupo como observador, e agora vai poder participar das futuras reuniões, que determinam as regras no tratamento das dívidas internacionais.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles a entrada do Brasil no grupo representa uma mudança do Brasil no cenário internacional. "Deixamos de ser devedor e passamos a ser um credor internacional, principalmente em relação a países em desenvolvimento no mundo. Nesse sentido é fundamental para o Brasil participar da formação da jurisprudência, da formação das regras que definem o comportamento dos credores."

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