“Brasil está tendo uma das maiores desindustrializações da história da economia”

Segundo o economista sul-coreano Ha-Joon Chang, "as pessoas têm que entender como é séria a redução da indústria de transformação no Brasil. Nos anos 80 e 90, no ponto mais alto da industrialização, esse setor representou 35% da produção nacional. Hoje não é nem 12% e está caindo"; "O Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história, em um período muito curto. O País tem que se preocupar", alerta

Segundo o economista sul-coreano Ha-Joon Chang, "as pessoas têm que entender como é séria a redução da indústria de transformação no Brasil. Nos anos 80 e 90, no ponto mais alto da industrialização, esse setor representou 35% da produção nacional. Hoje não é nem 12% e está caindo"; "O Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história, em um período muito curto. O País tem que se preocupar", alerta
Segundo o economista sul-coreano Ha-Joon Chang, "as pessoas têm que entender como é séria a redução da indústria de transformação no Brasil. Nos anos 80 e 90, no ponto mais alto da industrialização, esse setor representou 35% da produção nacional. Hoje não é nem 12% e está caindo"; "O Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história, em um período muito curto. O País tem que se preocupar", alerta (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Economista Sul-coreano Ha-Joon Chang afirma que "as pessoas têm que entender como é séria a redução da indústria de transformação no Brasil. Nos anos 80 e 90, no ponto mais alto da industrialização, esse setor representou 35% da produção nacional. Hoje não é nem 12% e está caindo".

"O Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história, em um período muito curto. O País tem que se preocupar. E eu não estou dizendo nada novo. Muitos economistas latino-americanos já levantavam o problema da dependência de commodities primárias na década de 1950 e 1960. Quando você é dependente de commodities primárias há uma tendência de que o preço dos produtos caia no longo prazo em comparação com os produtos manufaturados. Além disso, os países dependentes de commodities não conseguem controlar seu destino", alerta. A entrevista foi publicada no El País.

Ao comentar o fato de o País investir em tecnologia na área agrícola, e não só extração de commodity, o analista diz que, para ser justo, sabe "que o Brasil tem tido algum sucesso na área agrícola como produzir soja no Cerrado, que é uma região muito árida, onde tradicionalmente esta espécie não cresceria. É realmente impressionante".

"Mas quando você se especializa em soja você não pode aumentar sua produtividade da mesma forma que um país especializado em alta tecnologia, que pode aumentar sua produtividade em 20%, 30% ao ano. Sinceramente, o Brasil é um dos países que parece estar voltando no tempo no seu desenvolvimento econômico", complementa.

Segundo o economista, "a polarização é a pior coisa que pode acontecer para a economia". "Tudo se torna simbólico. Você começa a se opor a determinada política simplesmente porque ela está associada a um partido de esquerda ou direita. Os debates estão se tornando cada vez mais difíceis. Ambos os lados, ao invés de debater, gritam uns com os outros. Eu gosto de me descrever como um pragmatista. Não importa de onde a vem determinada política para o desenvolvimento econômico, contanto que ela funcione".

 

Conheça a TV 247

Mais de Economia

Ao vivo na TV 247 Youtube 247