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Economia

Brasil Foods: a gigante que encolheu

Cade aprova a fuso entre Sadia e Perdigo, com muitas restries; Empresa ter que se desfazer de 80% das marcas da Perdigo para continuar no mercado; seis marcas precisam ser vendidas, 10 fbricas e oito centros de distribuio

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247_A fusão de Sadia e Perdigão na Brasil Foods (BRF) foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira 13. A gigante, porém, encolheu. E muito! Para aceitar a formação da maior empresa do setor de alimentos do País e uma das maiores do mundo, o Cade exigiu o corte de 80% da capacidade de produção da Perdigão para o mercado nacional. A marca será retirada das gôndolas dos supermercados brasileiros por períodos determinados, dependendo da força de vendas dos produtos. Pela avaliação do Cade, em alguns segmentos a BRF tinha o monopólio. Durante três anos, lombo congelado, presunto, apresuntado, palheta, tender, linguiça, paio, e pernil. O salame fica suspenso por quatro anos. Por cinco anos, os pratos prontos (massas em geral, como lasanha e pizza), as almondegas e os frios. Salsichas e peru terão que ser vendidas para uma concorrente. E o Cade proibiu a BRF de criar novas marcas dos mercados das quais foi retirada.

Mas as exigências não param por aí. O Cade fez um minucioso levantamento e exige a venda de toda a cadeira produtiva e das marcas Rezende, Wilson, Confiança, Delicata, Doriana e Escolha Saudável. O objetivo é que o comprador entre imediatamente no mercado para concorrer com a BRF. A marca Batavo, uma das mais importantes do grupo, terá sua atuação restrita apenas aos produtos derivados do leite. Pelas contas feitas até agora para ficarem juntas, Sadia e Perdigão precisarão se desfazer de 10 fábricas, quatro abatedouros, 12 granjas, quatro fábricas de ração e oito centros de distribuição. Nenhum dos negócios pode ser readquirido em um prazo de 10 anos. Todos os empregos devem ser mantidos por seis meses.

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Após o relator Carlos Ragazzo ter votado contra a fusão, os quatro conselheiros encerrar o julgamento com a aprovação da criação da BRF nessas condições. A empresa terá que assinar um Termo de Compromisso de Desempenho (TCD) no qual se compromete a seguir tudo o que foi determinado pelo Cade. Se a BRF descumprir qualquer item do TCD, terá que pagar multa diária de R$ 50 mil. "Suspender a marca Perdigão nesses prazos e nesses mercados foi a única possibilidade crível para uma solução negociada. Dessa forma, a marca Sadia ficará mais desprotegida e reduzimos a barreira para uma nova entrante", explicou o conselheiro Ricardo Ruiz ao ler seu voto favorável à fusão.

Até a decisão final do Cade, as negociações com as ações BRFS3 estavam suspensas na BM&FBovespa para evitar especulações com o papel. Na terça-feira, a alta havia sido expressiva: 3,3%. No meio da tarde, com o acordo anunciado, as ações voltaram ao pregão e dispararam. A valorização foi crescente até encerrar o dia com ganho de 10,5%. Segundo as contas dos analistas, o impacto financeiro imediato será uma redução de 13% no faturamento.

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