Brasil levará anos para ter o grau de investimento conquistado por Lula

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do site Poder 360, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o Brasil levará anos para retomar o grau de investimento, o tão desejado selo de “bom pagador” pelas agências internacionais de rating; “Em um perspectiva otimista, pode levar menos anos. Mas não são questões de meses, são anos", afirmou Ilan

Brasil levará anos para ter o grau de investimento conquistado por Lula
Brasil levará anos para ter o grau de investimento conquistado por Lula

247 - Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do site Poder 360, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o Brasil levará anos para retomar o grau de investimento, o tão desejado selo de “bom pagador” pelas agências internacionais de rating.

“Em um perspectiva otimista, pode levar menos anos. Mas não são questões de meses, são anos. O que pode acontecer – e já está começando a acontecer – é que o risco medido pelo mercado financeiro no CDS já está caindo. Já está com 180 e poucos pontos. Isso já indica que mesmo que as agências de classificação levem mais tempo, no mercado o custo já está começando a cair”, afirmou.

O Brasil conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor’s pela primeira vez em 2008, no segundo mandato do ex-presidente Lula (PT). Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody's. A S&P foi a primeira a tirar o selo de bom pagador do Brasil, em setembro de 2015, ano em que o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) estava em curso, especialmente com as chamadas pautas-bomba trancando o Congresso. Em seguida, Fitch e Moody's também retiraram o selo.

No cargo desde junho de 2016, quando assumiu por indicação do então ministro da Fazenda Henrique Meirelles, lan Goldfajn deixará a presidência do BC em março, quando assumirá o posto o economista Roberto Campos Neto. Para Ilan, o cenário internacional não é mais tão positivo se comparado ao que pegou. “Não significa que vai piorar sempre, mas acho que aquele cenário de juro muito baixo, com a economia internacional crescendo, já não vai ter mais”, disse.

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