Brasil se aproxima do desemprego estrutural

O recuo lento e desorganizado da população de desempregados somado a um universo amplo de pessoas em ocupações precárias despertam temores entre especialistas de que, para muitos trabalhadores, o desemprego deixe de ser uma condição temporária e passe a ser um problema crônico; o desemprego de longa duração, que considera as pessoas desocupadas há mais de um ano, estava, no fim de setembro de 2018, em 4,8% da força de trabalho; para analistas, esse dado corrobora a tese de que estamos caminhando rumo ao temido 'desemprego estrutural'

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Brasil se aproxima do desemprego estrutural (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
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247O recuo lento e desorganizado da população de desempregados somado a um universo amplo de pessoas em ocupações precárias despertam temores entre especialistas de que, para muitos trabalhadores, o desemprego deixe de ser uma condição temporária e passe a ser um problema crônico. O desemprego de longa duração, que considera as pessoas desocupadas há mais de um ano, estava, no fim de setembro de 2018, em 4,8% da força de trabalho. Para analistas, esse dado corrobora a tese de que estamos caminhando rumo ao temido 'desemprego estrutural'.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "no total, o país encerrou o ano com 27 milhões de pessoas entre desocupados, aqueles que trabalham menos horas do que gostariam ou que estavam disponíveis para trabalhar, além de 4,7 milhões de desalentados (que desistiram de procurar trabalho) —ambos no maior nível da série. O quadro todo preocupa, dizem analistas, ao afetar a empregabilidade e a reintegração no mercado de trabalho."

"Além da preocupação quanto ao bem-estar dos indivíduos em condição tão precária, existe ainda o receio de que parte dessa alta do desemprego decorrente do ciclo recessivo recente se traduza também em elevação do desemprego estrutural, com efeito sobre o crescimento da economia, diz Rafael Bacciotti, analista da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado."

 

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