Brasil tem pior déficit primário para maio: R$ 18,125 bi

Setor público brasileiro registrou déficit primário de R$ 18,125 bilhões em maio, pior resultado para o mês na série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001; resultado foi puxado principalmente pelo governo central (governo federal, Banco Central e INSS), que mostrou primário negativo em R$ 17,766 bilhões no mês passado

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dinheiro (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - O setor público brasileiro registrou déficit primário de 18,125 bilhões de reais em maio, pior resultado para o mês na série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001, reforçando a trajetória de deterioração fiscal em meio à dura recessão econômica. O dado, divulgado nesta quarta-feira pelo BC, veio pior que a expectativa de rombo de 17,3 bilhões de reais no mês em pesquisa Reuters.O resultado foi puxado principalmente pelo governo central (governo federal, Banco Central e INSS), que mostrou primário negativo em 17,766 bilhões de reais no mês passado. Só a Previdência mostrou déficit de 12,239 bilhões de reais, praticamente o dobro do visto um ano antes.

Ao mesmo tempo, Estados e municípios tiveram déficit de 212 milhões de reais em maio e as empresas estatais, de 147 milhões de reais. No acumulado em 12 meses, o rombo primário passou a 2,51 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), também recorde histórico. De janeiro a maio, somou 13,714 bilhões de reais, revertendo superávit de 25,547 bilhões de reais em igual período de 2015. Para o ano, a meta fiscal proposta pelo governo interino do presidente Michel Temer e chancelada pelo Congresso é de déficit primário de 163,9 bilhões de reais para o setor público consolidado. Se confirmado, será o pior resultado das contas públicas da história e o terceiro consecutivo no campo negativo. Sem fazer superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública, o governo tem visto seu endividamento crescer a passos largos.

Em maio, ainda segundo o BC, a dívida líquida passou a 39,6 por cento do PIB, contra estimativa de 39,3 por cento em pesquisa da Reuters e acima do patamar revisado de 39,5 por cento de abril. Já a dívida bruta subiu a 68,6 por cento do PIB em maio, ante patamar também revisado de 67,6 por cento em abril.

(Por Marcela Ayres)

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