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Brasileiro gasta menos e compra mais no supermercado, mostra estudo

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas apontaram alta no volume e no valor das transações em estabelecimentos comerciais. O presidente Lula comentou os números

Luiz Inácio Lula da Silva e um supermercado (Foto: Reuters | Roberto Parizotti)

247 - Consumidores gastaram menos dinheiro nos supermercados, mas conseguiram aumentar as compras. De acordo com o Índice de Consumo em Supermercados, feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Alelo, houve queda de 2,4% no valor gasto com alimentos e leve incremento de 0,4% nas transações na comparação com o mês de julho. Os dados apontaram que, no acumulado dos últimos 12 meses até agosto, o volume e o valor das transações subiram 5,9% e 3,1%, respectivamente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou os números da pesquisa. "Comida mais barata e maior poder de compra na mão dos brasileiros. Seguimos no rumo certo", escreveu o ocupante do Planalto em postagem no Twitter. >>> Anielle Franco demite assessora que ofendeu torcedores do São Paulo

Segundo informações publicadas nesta terça-feira (26) pela coluna Painel, a diminuição dos preços foi causa do maior poder de compra. Em agosto, o IPCA registrou deflação de 0,85% para o grupo de alimentação e bebidas, sendo que o subgrupo "alimentação em domicílio" caiu 1,26%.

Os estados com a maior alta de consumo de alimentos nos supermercados em agosto foram Pará (22%), Minas Gerais (15,2%) e Acre (14%). As unidades federativas com menor consumo foram Amapá (-4,3%), Goiás (-4,1%) e Amazonas (-3,4%). >>> Lula desmente fake news da Folha e intriga contra Janja

Em agosto, o IPCA-15 registrou alta de 0,28%, depois de ter ficado quase estagnado por dois meses, com recuo de 0,07% em julho e avanço de 0,04% em junho.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) informou que o principal impacto para o resultado do mês veio do setor de Transportes, com variação de 2,02% e o impacto de 0,41 p.p., devido, principalmente, à alta de 5,18% na gasolina. O grupo Habitação teve alta de 0,30% no mês, desacelerando em relação ao 1,08% do mês anterior. No lado das quedas, o destaque ficou com Alimentação e bebidas, que recuou 0,77%.