Braskem: vender, vender, vender; um vez vendendo, sempre perdendo

"O anúncio da venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell é um tragédia econômica sem proporções. Ligue a ela toda a conversa que você vem ouvindo para 'acabar com o monopólio do refino de petróleo no Brasil'", diz Fernando Brito, do Tijolaço

"O anúncio da venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell é um tragédia econômica sem proporções. Ligue a ela toda a conversa que você vem ouvindo para 'acabar com o monopólio do refino de petróleo no Brasil'", diz Fernando Brito, do Tijolaço
"O anúncio da venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell é um tragédia econômica sem proporções. Ligue a ela toda a conversa que você vem ouvindo para 'acabar com o monopólio do refino de petróleo no Brasil'", diz Fernando Brito, do Tijolaço (Foto: Leonardo Lucena)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - O anúncio da venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell é um tragédia econômica sem proporções.

Ligue a ela toda a conversa que você vem ouvindo para “acabar com o monopólio do refino de petróleo no Brasil”.

Porque a petroquímica é um grande negócio associado ao refino de petróleo e, em geral, as plantas produtoras de resinas ou componentes do plástico são umbilicalmente ligadas a refinarias, que produzem para elas e, assim, perto delas.

A Odebrecht está vendendo seu controle de uma empres que é, “apenas”, a líder mundial na produção de biopolímeros – o “plástico verde”, de fontes renováveis – e  a sexta maior fabricante de resinas plásticas do planeta. Tem plantas imensas nos EUA e na Alemanha.

Vai receber, mesmo entregando barato, pelo sufoco em que a colocou a Lava Jato, em ações da holandesa, que se valorizarão e “queimar” só o necessário.

Já a Petrobras, que detèm 47% da empresa, vai colocar suas ações em dinheiro, pela paridade oferecida pela LyondellBasell.

Ou seja, vai se desfazer de um “filé” a preço de acém.

E ainda dará um preço camarada para a nafta que ela produz e que é o insumo vital da Braskem, a preços de quando eram “sócias”.

É dinheiro de deixar Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff como ceguinhos de estação do trem, sacudindo as canecas para ganhar moedas.

Quando a demanda de combustíveis caiu, com o fim da Segunda Guerra Mundial, nos enfiaram a “matéria plástica” como enfiavam miçangas aos índios em troca de suas riquezas. desde o ioiô ao “Pente Flamengo”, que se podia colocar no bolso da calça sem quebrar, com os de osso.

Foi um tsunami, que chegou a provocar um sucesso de Ângela Maria, nos anos 50:

Ô que garota boa/Ô que pequena fantástica/Mas dizem que seu coração/Que seu coração, é de matéria plástica/Quase americana/Não fala português/Se fala inglês, causa dó/Tem uma dúzia de biquínis/Em um vestido só.

Agora o plástico é o deus onipresente e Deus não pode ser brasileiro, não é? Ainda mais com gente que tem a espinha de matéria plástica, sempre capaz de vergar-se a quem tem a espinha dorsal de matéria plástica.

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