'BTG está em processo de desinvestimento', diz Arida

Depois da prisão do controlador do BTG Pactual, André Esteves, acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o novo presidente da instituição, Persio Arida, afirma que o banco tenta mudar estratégias e busca se desfazer de ativos considerados não essenciais para se concentrar apenas em atividades "próprias de uma instituição financeira"; um dos idealizados do Plano Real e ex-presidente do Banco Central (BC), ele afirma que "há muitos interessados nos ativos porque a qualidade é boa"; Arida diz, ainda, que a entidade passará por investigação independente para apurar se ocorreram irregularidades

Depois da prisão do controlador do BTG Pactual, André Esteves, acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o novo presidente da instituição, Persio Arida, afirma que o banco tenta mudar estratégias e busca se desfazer de ativos considerados não essenciais para se concentrar apenas em atividades "próprias de uma instituição financeira"; um dos idealizados do Plano Real e ex-presidente do Banco Central (BC), ele afirma que "há muitos interessados nos ativos porque a qualidade é boa"; Arida diz, ainda, que a entidade passará por investigação independente para apurar se ocorreram irregularidades
Depois da prisão do controlador do BTG Pactual, André Esteves, acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o novo presidente da instituição, Persio Arida, afirma que o banco tenta mudar estratégias e busca se desfazer de ativos considerados não essenciais para se concentrar apenas em atividades "próprias de uma instituição financeira"; um dos idealizados do Plano Real e ex-presidente do Banco Central (BC), ele afirma que "há muitos interessados nos ativos porque a qualidade é boa"; Arida diz, ainda, que a entidade passará por investigação independente para apurar se ocorreram irregularidades (Foto: Leonardo Lucena)
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247 – Depois da prisão do controlador do BTG Pactual André Esteves, acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), o novo presidente da instituição, Persio Arida, tenta uma mudança de estratégia. O banco busca se desfazer de ativos considerados não essenciais para voltar a se concentrar apenas em atividades "próprias de uma instituição financeira". Ele disse, ainda, que a entidade passará por investigação independente com o objetivo de apurar se ocorreram irregularidades.

"Estamos em processo de desinvestimento de vários de nossos ativos que não são essenciais à atividade bancária ou que, de certa forma, podem ser apartados sem nenhum efeito maior sobre a atividade bancária aqui no Brasil", diz Arida ao Globo. Um dos idealizados do Plano Real e ex-presidente do Banco Central (BC), o dirigente afirma que "há muitos interessados nos ativos porque a qualidade é boa".

Ao comentar sobre a reestruturação do banco, Arida ressalta que primeiramente foi aprovada pelo BC "a mudança do controle da instituição, que passa a ser exercida pelos sete maiores sócios da companhia holding. A segunda informação é referente à linha do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)".

"Resolvemos tomar a linha por razão puramente prudencial. Estamos administrando a liquidez e o caixa do banco da forma mais prudente possível. Nossa obrigação é ter um colchão de liquidez que nos deixe muito confortáveis. A linha pode ser sacada a qualquer momento", complementa.

Segundo ele, "o terceiro ponto é a investigação independente conduzida por membros independentes do board (conselho) sobre quaisquer alegações que tenham sido feitas ou supostamente feitas a respeito do BTG". "Esse grupo vai contratar um escritório de advocacia internacional".

Questionado se o BTG corre o risco de ir à falência, Arida afirma que o "banco é sólido". "A pergunta que cabe não é essa. É outra: qual será o desenho do banco quando a situação se normalizar? É cedo para dizer. Evidentemente será um banco com o mesmo patrimônio, mas com quantidade de negócios substancialmente reduzida porque estamos vendendo várias partes do negócio", acrescenta.

Ele diz que não se pode afirmar que a instabilidade no banco vai durar muito tempo. "A minha experiência aqui é a seguinte: de um lado, esse processo não acaba do dia para a noite; de outro lado, o banco tem uma agilidade muito grande nos seus negócios, o que faz com que o término desse processo seja muito mais rápido do que as pessoas esperam".

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