BTG paga à Oi R$ 1,7 bi por empresa que seria do governo

GlobeNet, de cabos submarinos, deveria, segundo a Proteste, ser devolvida à União em 2025, quando termina a concessão da operadora de telefonia; Anatel examina o caso

GlobeNet, de cabos submarinos, deveria, segundo a Proteste, ser devolvida à União em 2025, quando termina a concessão da operadora de telefonia; Anatel examina o caso
GlobeNet, de cabos submarinos, deveria, segundo a Proteste, ser devolvida à União em 2025, quando termina a concessão da operadora de telefonia; Anatel examina o caso (Foto: Felipe L. Goncalves)
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247 – O tentacular BTG Pactual pode ter arrastado para os seus domínios, por R$ 1,7 bilhão, uma empresa que não poderia ter sido vendida.

Em julho, discretamente, a operadora de telefonia Oi vendeu para o banco de André Esteves a GlobeNet, empresa de transmissão de dados via cabos submarinos. O problema é que, segundo os termos do contrato da concessão usufruido pela Oi, a GlobeNet é um dos ativos que devem ser devolvidos à União em 2025, quando termina o atual. Assim como a companhia de cabos submarinos, a Oi vendeu três prédios, no ano passado, por R$ 340 milhões, que se enquadram na mesma situação.

O entendimento de que os ativos vendidos deverão, dentro de 12 anos, serem devolvidos à União é da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, sempre atenta a grandes manobras de companhias que têm contato direto com o grande público.

À coluna da jornalista Mônica Bergamo, que publicou a informação sobre o imbroglio nesta sexta-feira 23, na Folha de S. Paulo, a Oi respondeu que fez tudo certinho. Adiantou que o caso está sob exame da Anatel, que, no entanto, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

O sempre esperto Esteves pode ter entrado pelo cabos submarinos da GlobeNet numa fria bilionária.

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