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BYD quer tornar Brasil polo exportador de carros elétricos

Montadora chinesa aposta no crescimento das vendas, amplia produção nacional e mira consolidar o país como hub estratégico no mercado global

BYD quer tornar Brasil polo exportador de carros elétricos (Foto: Divulgação BYD)

247 - A montadora chinesa BYD planeja transformar o Brasil em um polo de exportação de veículos elétricos, aproveitando o aumento da demanda interna e o cenário internacional favorável à eletrificação. A estratégia inclui expansão da produção local, fortalecimento da rede de concessionárias e consolidação da marca no país. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

O movimento ocorre em meio à alta nos preços dos combustíveis, intensificada por tensões geopolíticas e conflitos internacionais, que têm impactado diretamente o comportamento do consumidor brasileiro. Esse contexto vem abrindo espaço para o avanço dos carros elétricos no país, com crescimento consistente nas vendas.

Segundo o CMO da BYD no Brasil, Pablo Toledo, o momento é de forte interesse do público, impulsionado tanto por fatores econômicos quanto pela maior confiança na tecnologia. “A gente está muito perto de atingir um recorde histórico no número de carros elétricos vendidos também em março”, declarou.

Um dos principais destaques desse avanço é o desempenho do modelo Dolphin Mini, que liderou o ranking mensal do varejo em fevereiro, com 4.094 unidades vendidas. Foi a primeira vez que um carro elétrico superou modelos a combustão no topo da lista, marcando uma mudança significativa no mercado automotivo brasileiro.

A produção nacional também tem papel central na estratégia da empresa. A fábrica da montadora em Camaçari, na Bahia, já opera em ritmo acelerado, o que contribui para aumentar a confiança do consumidor e reduzir custos logísticos. “Hoje a gente já tem um carro por minuto produzido”, afirmou Toledo.

Além de ampliar a produção local, a BYD pretende avançar na nacionalização de componentes e expandir sua rede de concessionárias, que já conta com mais de 200 unidades no país. A meta é fortalecer a presença da marca e preparar o Brasil para atuar como plataforma de exportação para outros mercados.