Cade congela Brasil Foods

Empresa criada com a fuso de Sadia e Perdigo recebe laudo com restries ao seu funcionamento do rgo de defesa econmica

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Lu Miranda_247 - Demorou. Demorou. Demorou. O Conselho de Defesa Econômica (Cade) demorou dois anos para avaliar a fusão entre Sadia e Perdigão. As empresas que se transformaram na Brasil Foods, uma gigante do setor de alimentos com valor de mercado de R$ 26,7 bilhões, receberam, na manhã de terça-feira 10, o tão aguardado parecer do órgão público. O documento, porém, é um balde se água fria nos planos da companhia. As sugestões são a entrada de um terceiro concorrente para equilibrar o poder da BR Foods e o repasse para os consumidores das eficiências dessa operação, ou seja, redução de preços.

As ações da Brasil Foods ficaram entre as principais perdas do Ibovespa no dia. A queda foi de 7,13% com o papel (BRFS3) a R$ 29,58. O comportamento arredio dos investidores já virou rotina quando o Cade manifesta algum tipo de restrição à operação societária que envolveu a Sadia e a Perdigão para a formação da empresa, em 2009. Desta vez, a procuradoria do órgão sugeriu a aprovação da operação mediante restrições e a hipótese de reprovação se não for encontrada uma alternativa que atenda às premissas indicadas.

Apesar da pendência, a BR Foods está bem cotada na bolsa brasileira, mesmo em período pouco favorável para o mercado de renda variável. No acumulado dos últimos 12 meses, o papel teve valorização de 34%. Em 2011, ganhos de quase 8%. Para Renato Prado, analista da Fator Corretora, a perda nos papéis registrada hoje tem relação direta com esses ganhos na bolsa, o que representa uma ‘realização de lucros’ dos investidores, na linguagem do mercado financeiro. “Ainda pode haver mais ajuste na ação porque ela subiu muito no ano”, alerta Prado.

De acordo com o analista, a notícia do Cade rompeu a tendência de alta da ação. “Foi um movimento intenso de reação do mercado. Um efeito manada, embora não tenha sido surpresa para os investidores”, diz Prado. Agora, os investidores vão aguardar para saber se a empresa vai vender algum ativo. No entanto, ele segue otimista com as ações da empresa. “O impacto da notícia pode ser revertido porque a essência da companhia continua a mesma”, afirma ele.

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