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Economia

Cade quer desmontar fusão entre Sadia e Perdigão

Primeiro dos cinco conselheiros vota contra unio das companhias na Brasil Foods. Investidores esto pessimistas e aes despencam 6,3%

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247_O que o mercado temia, aconteceu. Ou, pelo menos, está acontecendo. O primeiro voto do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que analisa a fusão entre Sadia e Perdigão na Brasil Foods, foi contrário à união das marcas. O conselheiro e relator do caso Carlos Ragazzo explicou sua decisão em mais de 500 páginas, que demoraram quase seis horas para ser lidas. O argumento principal de Ragazzo é que a operação deve ser impedida em razão da grande concentração de mercado e dos prejuízos para o consumidor. A tensão com a reunião do Cade chegou à bolsa de valores. A ação da Brasil Foods ficou entre a principal baixa do pregão durante toda a quarta-feira 8. Nos piores momentos do dia, o papel chegou a despencar 8,4%. No encerramento, porém, diminuiu as perdas para 6,3%.

Após a decisão final do Cade, a Brasil Foods terá 10 dias para se desmembrar em duas empresas novamente e voltar à estrutura anterior à fusão, que aconteceu em julho de 2009. “O cenário que foi mostrado pela BRF é extremamente danoso ao consumidor e torna a aprovação impossível. As duas empresas respondem por mais de 50% do mercado de processados. Chegando a 90% em outros. Concorrentes não chegam a fatia de 10% desse mercado”, disse o relator. “Apenas a Perdigão tem real concorrência com Sadia e apenas a Sadia tem real concorrência com Perdigão. As propostas das companhias não chegavam nem perto de solucionar problemas da operação”, completou.

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Apesar de afirmar que está prestes a seguir o voto do relator, o conselheiro Ricardo Ruiz pediu prazo para avaliar o processo. "O relator apresentou completa exaustão do tema, apreciou todos os temas. A instrução está completa", considerou. "Preciso, no entanto, de mais tempo para ler o processo", considerou. Ele pediu o prazo de até o dia 15 quando será realizada a próxima sessão para se pronunciar. Os conselheiros Alessandro Octaviani, Olavo Chinaglia e Marcos Veríssimo afirmaram que vão aguardar o prazo para se pronunciarem. Isso significa que a ação da Brasil Foods continuará como o alvo principal das especulações nos próximos dias. E, com o futuro incerto, é provável que continue apanhando dos investidores.

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