Caixa executa dívida de quase R$ 500 milhões do Corinthians pela Arena

A Caixa Econômica Federal decidiu executar a dívida que o Corinthians tem com o banco por conta do financiamento da obra de sua arena, em Itaquera. O empréstimo foi de R$ 400 milhões, mas por conta de juros e correções a dívida do Timão atualmente é de R$ 487 milhões

Arena Corinthians em Itaquera, zona leste de São Paulo.
Arena Corinthians em Itaquera, zona leste de São Paulo. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - A Caixa Econômica Federal decidiu executar a dívida que o Corinthians tem com o banco por conta do financiamento da obra de sua arena, em Itaquera. O empréstimo foi de R$ 400 milhões, mas por conta de juros e correções a dívida do Timão atualmente é de R$ 487 milhões, informa o Globo Esporte.

Em nota oficial, o Corinthians classificou a decisão da Caixa como um "gesto intempestivo" e comunicou que "se a Caixa escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos."

Leia abaixo a nota do Corinthians na íntegra:

"O Sport Club Corinthians Paulista informa que enquanto finalizava negociações com a Caixa para um reperfilhamento do financiamento da Arena – processo iniciado nos primeiros dias da atual gestão — foi surpreendido por uma notificação extrajudicial alegando que diversos procedimentos prescritos pelo atual contrato não estariam sendo cumpridos.

Esta mudança de atitude não encontra respaldo na realidade dos fatos. Um acordo preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela perspectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os compromissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estivessem vigendo.

Além dos ajustes financeiros, a Caixa requeria a implantação de procedimentos administrativos com os quais o clube esteve sempre de acordo e cuja implementação dependia, como depende, de procedimentos dentro da Caixa até hoje não especificados definitivamente.

Assim, tanto no plano financeiro como no administrativo, o clube sempre se pautou por total transparência quanto à sua atuação operacional e subordinação inconteste a um processo de pagamentos compatível com a realidade financeira do mercado esportivo atual.

Como não houve interrupção do diálogo e tudo caminhava para um acordo mutuamente vantajoso, não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação.

Ao contrário de inúmeras outras arenas que receberam da mesma linha de financiamento, o clube nunca repudiou sua dívida nem deixou de dialogar com o repassador destes recursos, a CEF, quando dificuldades transitórias se interpunham. Se a CEF escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.

O clube continua aberto a voltar à mesa de negociação, se a Caixa optar por prosseguir a trajetória amigável que juntos vínhamos construindo até aqui."

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