Calote americano deve aumentar juros no Brasil

Notas de risco dos EUA esto na iminncia de serem rebaixadas

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247, com Agências Internacionais – Os Estados Unidos sabem exatamente o dia em que o dinheiro deles vai acabar: 2 de agosto de 2011, a próxima terça-feira. Como um foguete lançado ao contrário pela Nasa, em sua própria direção, a contagem regressiva está em curso, elevando a tensão na economia mundial: ontem faltavam sete dias, hoje, seis, amanhã cinco, quatro... O estado de nervos do mercado está sendo testado. O dólar caiu ontem para seu mínimo histórico no mundo, o ouro teve alta recorde. Os títulos americanos de longo prazo estão perdendo valor.

Do ponto de vista de quem tem dinheiro a receber dos Estados Unidos – o Brasil, por exemplo, é o quarto país no ranking dos que mais investem em títulos da dívida pública americana, com papeis na mão que representam US$ 211 bilhões de dólares – a pergunta é: vai tudo virar mico?

Já se fala em “calote seletivo”, modalidade pela qual o presidente Barack Obama, em última instância, determinaria a ordem da fila dos credores. Pode-se falar, ainda, para suavizar, em “calote temporário”. Ao que se vê, porém, no impasse das negociações entre o governo Obama e os republicanos no Congresso para elevação do teto da dívida – seria um “temporário” do tipo se sabe quando começa, não se sabe quando e como termina. Não há convergência entre os personagens do sistema financeiro quanto o real impacto que o calote americano – país cujas dívidas globais estão estimadas em US$ 9 trilhões – poderá causar na economia mundial.

O Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz afirma que uma conseqüência muito prática e fácil de perceber será imediata: o aumento nas taxas de juros.

“O impasse nos Estados Unidos sobre a aprovação do aumento do teto da dívida pública não está tão distante do Brasil quanto a geografia sugere”, disse Stiglitz, em Genebra, em entrevista ao jornalista Jamil Chade."Todos sofrerão. A conseqüência direta da crise é de que ninguém mais no mundo seguirá fórmulas propostas pelos Estados Unidos nem um receituário. Outro impacto que os emergentes vão sentir é um aumento de seus spreads, já que o mercado estará se protegendo de todo o tipo de risco. O resultado é uma queda importante de créditos”.

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