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Câmara precisa evitar mais exceções na reforma tributária, diz Alckmin

Presidente em exercício disse que a reforma tributária gera muitos benefícios e não pode sofrer mais mudanças no relatório

Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, recomendou à Câmara dos Deputados que evite fazer alterações no texto da reforma tributária aprovado pelo Senado. Ele acredita que os benefícios gerados pela reforma podem ser prejudicado com mais alterações no projeto.

'A reforma tributária foi importante traz eficiência econômica, faz o PIB crescer, ajuda todos os setores, tira cumulatividade, simplifica, desonera completamente investimento e exportação. Mas precisa ter menos exceções, espero que a Câmara evite isso', disse Alckmin em discurso virtual no Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos 2023, promovido pela Febraban, em São Paulo, nesta sexta-feira (1).

Ele também elogiou os avanços na economia em 2023: 'O arcabouço fiscal é importante, e o governo trabalha para atingir as metas. O governo do presidente Lula está trabalhando para ampliar os acordos comerciais. Teremos reunião do Mercosul e tem dois acordos sendo trabalhados, com Cingapura e UE. Atingimos recorde de exportações mesmo num cenário de queda de preço de commodity e um cenário extrerno desafiador. A queda no desemprego também foi importante, assim como o crédito, que ampliou. O BNDES é hoje partícipe da Febraban'.

O relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), declarou que a decisão sobre a possível divisão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), visando acelerar seu processo legislativo, será tomada no início da próxima semana.

Uma reunião crucial com líderes partidários está agendada para segunda-feira (27), com o objetivo de definir estratégias regimentais para impulsionar a votação da reforma tributária. Neste encontro, também será estabelecido um calendário para as votações e discutida a viabilidade técnica, bem como a necessidade de eventualmente excluir certas partes do relatório do Senado. Até o momento, Aguinaldo Ribeiro se posiciona contra a remoção de quaisquer trechos do relatório.