Caos do governo Bolsonaro derruba confiança do empresariado na retomada do crescimento

Crise econômica e o desemprego elevado no governo Jair Bolsonaro, que alcança mais de 13 milhões de brasileiros, derrubaram as expectativas em torno do reaquecimento da economia; segundo pesquisa IHS Markit, o otimismo do empresariado despencou de 66 pontos, registrados em fevereiro, para 47 pontos em junho; como resultado, as empresas estão segurando investimentos e contratando menos

(Foto: Reuters)
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247 - A crise econômica e o desemprego elevado no governo Jair Bolsonaro, que alcança mais de 13 milhões de brasileiros, vem derrubando as expectativas dos empresários em torno de um reaquecimento da economia ao longo dos próximos 12 meses, segundo dados da pesquisa quadrimestral de confiança feita pela IHS Markit. De acordo com o levantamento, o otimismo do empresariado nacional despencou de 66 pontos, registrados em fevereiro, para 47 pontos em junho. A escala do indicador varia -100 a 100 pontos. 

De acordo com a pesquisa, publicada pelo jornal Valor Econômico, o tombo foi generalizado, alcançando tanto a indústria como o setor de serviços. O otimismo do setor industrial encolheu 23 pontos em quatro meses, chegando a 59 pontos. No mesmo período, o setor de serviços reduziu suas perspectivas de 62 para 43 pontos. 

Segundo o levantamento, as previsões referentes à produção e rentabilidade alcançaram os níveis mais baixos desde o período anterior às últimas eleições presidenciais. As razões para as quedas identificadas pela pesquisa, realizada entre os dias 12 e 25 de junho, estão nas dificuldades em torno da retomada do crescimento e pelas turbulências políticas e econômicas do governo Jair Bolsonaro. Como resultado direto, as empresas estão segurando investimentos, além de estarem contratando menos. 

No setor manufatureiro, por exemplo, a diferença entre o percentual de empresas que pretende contratar e demitir chegou a 41 pontos em junho, o menor índice em 12 meses. No setor de serviços, o índice de admissões foi de apenas 17 pontos, pior resultado desde o indicador de junho de 2016. Situação semelhante foi registrada junto aos investimentos em bens de capital, que nos dois setores encolheu de 34 para 17 pontos, no pior resultado nos últimos dois anos. 

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