Casa Branca acusa republicanos em debate sobre dívida

Democratas dizem que adversrios mudam de posio ltima hora

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Em uma prévia do que deve ser outra semana longa e tensa no cenário político, a Casa Branca acusou líderes republicanos de trocarem de posição no debate sobre a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos. Do outro lado, os republicanos negam as acusações.

O diretor de Comunicação da Casa Branca, Dan Pfeiffer, disse que os líderes republicanos, como o líder da maioria na Câmara, Eric Cantor, anteriormente eram contra elevar o teto da dívida por apenas um período curto. Agora, parlamentares republicanos estariam trabalhando em um acordo que elevaria o limite de endividamento por cerca de seis meses.

"Agora, os republicanos estão argumentando que nós deveríamos adotar várias soluções de curto prazo, o que deixaria uma nuvem de incerteza pairando sobre a economia pelos próximos dois anos, ou mais", disse Pfeiffer, em uma publicação no blog oficial da Casa Branca.

A publicação de Pfeiffer inclui matérias veiculadas pela imprensa onde Cantor e outros republicanos sugerem que a elevação do limite por um período curto equivale a adiar decisões difíceis e poderia causar muita incerteza nos mercados financeiros.

O escritório de Cantor publicou um comunicado afirmando que ele, o presidente da Câmara, John Boehner, e outros deputados republicanos "têm dito repetidamente que o melhor caminho é uma solução de longo prazo com cortes de gastos iguais (ou superiores) a uma elevação no limite da dívida, sem aumento de impostos".

O debate sobre o tempo da elevação do teto da dívida tem se tornado mais tenso com a aproximação do prazo final, em 2 de agosto, e com o fracasso das negociações na semana passada para reduzir o déficit do país. O Departamento do Tesouro já afirmou que o governo americano vai entrar em moratória se o limite de endividamento não for elevado até a próxima terça-feira.

O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu vetar qualquer proposta que não eleve o teto da dívida até 2012, devido a receios de que as eleições do ano que vem tornem ainda mais difícil um entendimento entre democratas e republicanos.

 

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