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Economia

CEO do Santander sugere venda de ações do banco

O espanhol Marcial Portela, que comanda o banco no Brasil, perdeu a pacincia diante dos investidores; numa conferncia, em que apresentou resultados ruins, disse que aqueles que no souberem esperar devero procurar outropapel para investir

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247 – O presidente do banco Santander no Brasil, o espanhol Marcial Portela, chegou, por um minuto, a perder a paciência diante das perguntas sobre as perdas experimentadas hoje pelas ações do banco, longo depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre. “Quem tiver paciência irá colher bons frutos, já os que não têm paciência deveriam estar em outra instituição”, disse ele, recomendando, tomando-se a declaração ao pé da letra, a venda dos papeis.

Desde a capitalização, quando o Santander Brasil levantou R$ 14 bilhões com sua oferta de ações, agentes do mercado cobram melhores indicadores de eficiência, como, por exemplo, agressividade nas operações de crédito e geração de resultados mais robustos. De fato, no segundo trimestre deste ano, o banco mostrou-se mais conservador tanto na concessão de empréstimos, como na constituição da provisão para devedores duvidosos. Entre os indicadores, um dos que fica acima da média do mercado é justamente o que está diretamente ligado ao aumento da base de capital. O índice de Basileia do banco de 21,4% deixa a instituição em uma situação muito confortável, quando comparado ao exigido pelo banco central de 11%. Esse conforto, segundo os observadores do mercado, poderia levar a instituição a ser um pouco mais agressiva nas operações de financiamentos.

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Sobre o banco ter apresentado performance abaixo do Bradesco, Portela diz que no momento, o Santander está focado na consolidação da rede de atendimento. Segundo ele, o valor da instituição não está na conjuntura, mas em agregar e construir uma rede sólida como resultado da fusão com o banco Real. "Trata-se de dois bancos grandes e para se fazer uma operação desse tamanho não é fácil. Isso leva tempo", frisou.

Portela disse não ter conhecimento de qualquer fusão desse porte (de dois grandes bancos) ter sido concluída rapidamente. "O investidor tem que ter paciência e não pode olhar apenas períodos em que o banco está influenciado por fatores conjunturais", destacou.

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