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Cepal vê Brasil afetando economia do Caribe e da AL em 2015

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estima que a economia da América Latina e do Caribe irá sofrer uma queda de 0,3% em 2015, afetada em parte pelo desempenho do Brasil; expectativa para 2016 é de um crescimento de 0,7%; para o Brasil, Cepal estima uma retração de 2,8%, contra 1,5% da estimativa anterior

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estima que a economia da América Latina e do Caribe irá sofrer uma queda de 0,3% em 2015, afetada em parte pelo desempenho do Brasil; expectativa para 2016 é de um crescimento de 0,7%; para o Brasil, Cepal estima uma retração de 2,8%, contra 1,5% da estimativa anterior (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - A economia da América Latina e do Caribe vai contrair 0,3 por cento este ano, em parte devido ao pior desempenho do Brasil, e vai se expandir 0,7 por cento em 2016, informou nesta segunda-feira a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Em julho, o organismo esperava crescimento de 0,5 por cento na região em 2015.

"Os principais fatores por trás do crescimento mais baixo são a fraqueza da demanda interna, em um ambiente global caracterizado por baixo crescimento no mundo desenvolvido e significativa desaceleração das economias emergentes, especialmente a China", informou a Cepal em relatório.

A Cepal também citou "o fortalecimento do dólar, o aumento da volatilidade nos mercados financeiros e a queda acentuada nos preços de bens primários".

Para o Brasil, a maior economia da região, a Cepal espera agora contração de 2,8 por cento, contra a estimativa anterior de declínio de 1,5 por cento. Em 2016, o país vai encolher 1 por cento, segundo as estimativas.

De acordo com as novas projeções, o México crescerá 2,2 por cento neste ano e 2,5 por cento em 2016, enquanto a Argentina vai expandir 1,6 por cento em ambos os períodos.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela vai afundar 6,7 por cento em 2015. Colômbia e Chile devem crescer 2,9 e 2,1 por cento, respectivamente, em 2015, e depois suas economias acelerarão para 3,1 e 2,5 por cento no próximo ano.