Chefe do UBS renuncia

Oswald Gruebel cai depois da descoberta de uma fraude de US$ 2,3 bilhes no maiorbanco suo

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O executivo-chefe do banco suíço UBS, Oswald Gruebel, renunciou ao cargo na sequência do escândalo provocado por vendas especulativas não autorizadas em mercados futuros, que custaram ao banco US$ 2,3 bilhões. Ele será substituído no momento por Sergio Ermotti, que assume o posto imediatamente, segundo informou o banco neste sábado.

"O conselho de diretores lamenta a decisão de Oswald Gruebel", afirmou o presidente do UBS, Kaspar Villiger, em um comunicado. "Oswald Gruebel acredita que é sua função assumir a responsabilidade pelo recente incidente na negociação não autorizada", acrescentou.

As especulações sobre o futuro de Gruebel à frente do banco se ampliaram nos últimos dias, mas o foco também envolvia o chefe de investimentos Carsten Kengeter. Kengeter, um ex-parceiro do Goldman Sachs, vinha conquistando aplausos por ajudar o banco de investimentos a se recuperar do prejuízo de 34,3 bilhões de francos suíços (US$ 38,1 bilhões ou R$ 70,18 bilhões) registrado em 2008. O comunicado do UBS não faz menção alguma a Kengeter.

O conselho de diretores vai procurar dentro e fora do banco um sucessor permanente, em uma busca que já começou, informou o banco. O UBS confirmou seu modelo de banco integrado, que inclui o banco de investimentos, a unidade na qual as perdas ocorreram. O conselho, no entanto, pediu aos principais gestores para que acelerem a implementação da estratégia do banco de investimento de centralização no cliente.

O UBS já havia informado, no início do ano, que tinha planos de realizar demissões na unidade de investimentos e esses movimentos devem agora se acelerar após o escândalo. Isso representa uma reviravolta na campanha capitaneado nos últimos dois anos de Kengeter, que tinha o objetivo de expandir a unidade e alçá-la ao topo do ranking global de principais bancos de investimentos.

No início deste mês, o UBS revelou que um trader, que trabalhava na unidade de Londres de seu banco de investimento, gerou um prejuízo de US$ 2,3 bilhões com operações não autorizadas. As autoridades britânicas, na semana passada, acusaram Kweku Adoboli, um operador de 31 anos, de contabilidade falsa desde 2008, assim como de fraude por abuso de sua posição em episódios que remontam a janeiro de 2011. Na quinta-feira, procuradores registraram uma acusação adicional, alegando abuso fraudulento de sua posição na condução de operações não autoridades que datam desde 1 de outubro de 2008 e que continuaram a ser executadas até o final de 2010.

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