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Economia

China proíbe grandes acionistas de venderem ações

Medida drástica para os próximos seis meses é uma tentativa de conter uma queda nos preços das ações que está começando a perturbar os mercados financeiros globais; a agência reguladora  China Securities Regulatory Commission (CSRC) afirmou em seu site na noite desta quarta-feira que irá tratar com severidade qualquer violação da regra; proibição também parece se aplicar a investidores estrangeiros que detêm participações em empresas listadas nas bolsas de Xangai ou Shenzhen

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Medida drástica para os próximos seis meses é uma tentativa de conter uma queda nos preços das ações que está começando a perturbar os mercados financeiros globais; a agência reguladora  China Securities Regulatory Commission (CSRC) afirmou em seu site na noite desta quarta-feira que irá tratar com severidade qualquer violação da regra; proibição também parece se aplicar a investidores estrangeiros que detêm participações em empresas listadas nas bolsas de Xangai ou Shenzhen (Foto: Roberta Namour)
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Por Koh Gui Qing e Kazunori Takada

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A agência reguladora de valores mobiliários da China tomou a medida drástica de proibir que acionistas com participações superiores a 5 por cento vendam seus papéis nos próximos seis meses, numa tentativa de conter uma queda nos preços das ações que está começando a perturbar os mercados financeiros globais.

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A China Securities Regulatory Commission (CSRC) afirmou em seu site na noite desta quarta-feira que irá tratar com severidade qualquer violação da regra.

A proibição também parece se aplicar a investidores estrangeiros que detêm participações em empresas listadas nas bolsas de Xangai ou Shenzhen, embora a maioria de suas participações seja inferior a 5 por cento.

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Separadamente, os principais acionistas dos maiores bancos chineses, incluindo ICBC, e empresas, como a Sinopec, prometeram manter suas participações e aumentar suas cotas nas companhias listadas.

Os anúncios ocorrem após o mercado de ações da China mostrar sinais de congelamento nesta quarta-feira, depois que as empresas correram para escapar da turbulência ao suspender suas ações e a CSRC alertou para um "sentimento de pânico" atingindo os investidores.

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O índice CSI300 das maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e de Shenzhen fechou em queda de 6,8 por cento nesta quarta-feira, enquanto que o Shanghai Composite Index caiu 5,9 por cento.

As ações chinesas perderam mais de 30 por cento dos seus valores desde meados de junho. Para alguns investidores globais, o medo de que a turbulência no mercado chinês desestabilize a economia real é agora um risco maior do que a crise na Grécia.

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De fato, o governo dos Estados Unidos está preocupado que a quebra do mercado acionário poderia atrapalhar a agenda de reforma econômica de Pequim.

"A preocupação, que é real, é sobre o que isso significa em relação ao crescimento de longo prazo na China", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Jack Lew, nesta quarta-feira, durante um evento em Washington sobre a estabilidade financeira.

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"Como é que as autoridades chinesas reagirão a isso e o que isso significa em termos de condições fundamentais da economia?"

Mais de 500 empresas chinesas listadas anunciaram a suspensão das negociações de suas ações nas bolsas de Xangai e Shenzhen na quarta-feira, elevando o total de suspensões a cerca de 1.300 - 45 por cento do mercado ou cerca de 2,4 trilhões de dólares em ações, com as empresas procurando se afastar da carnificina.

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(Reportagem adicional de David Stanway, Winni Zhou Nicholas Heath, em Pequim; de Pete Sweeney e Brenda Goh, em Xangai; de Umesh Desai, Saikat Chatterjee e Michelle Chen, em Hong Kong; e de Jason Lange e Douwe Miedema, em Washington)

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